São Lopo, nasceu em Orléans num berço de sangue real. Resplandeciam nele todas as virtudes quando foi escolhido para arcebispo de Sens.Ele doava quase tudo aos pobres, e um certo dia em que ele tinha invitado muitas pessoas para comerem, no meio da refeição verificou-se que não havia vinho para todos; ele disse ao funcionário que lhe avisava da falta: “Eu acredito que Deus que alimenta os passarinhos, virá em auxílio de nossa caridade.”
No ato apresentou-se um mensageiro que anunciou trazer cem garrafas de vinho e que estavam na porta.
Os cortesãos difamavam-no vivamente dizendo que ele amava sem medida uma moça virgem serva de Deus.
Na presença de seus detratores, ele abraçou essa virgem dizendo: “As palavras alheias não atingem aquele cuja consciência nada lhe reprocha” Com efeito, como ele sabia que essa virgem amava Deus ardorosamente, ele a amava com uma intenção muito pura.
Clotário, rei dos francos, entrou na Borgonha e enviou seu senescal até Sens com a missão de sitiar a cidade. São Lopo entrou na catedral de São Estevão e fez revoar os sinos. Ouvindo o som, os inimigos ficaram tomados de um pânico tão grande que acharam que o único modo de se salvarem da morte, era fugir.
Por fim, após tomar conta de toda a Borgonha, o rei enviou mais um senescal a Sens. Porém, São Lopo não foi a vê-lo levando presentes. O senescal, então, ficou louco de raiva e difamou-o ante o rei que acabou enviando-o para o exílio. No exílio, São Lopo brilhou pela sua doutrina e por seus milagres.
Entrementes, os habitantes de Sens mataram um bispo usurpador da cátedra de São Lopo e pediram ao rei que chamasse de volta o santo exilado.Quando o rei viu chegar um homem tão mortificado, Deus permitiu que ele mudasse de opinião a seu respeito, a ponto de se prosternar aos pés do santo bispo pedindo perdão. O rei encheu-o de presentes e restabeleceu-o na sua diocese.
Voltando uma vez por Paris, um grande número de prisioneiros viu que as portas de suas cárceres se abriam e que eles ficavam livres de seus grilhões, indo todos logo a vê-lo em reconhecimento.
Um domingo, enquanto celebrava a Missa, uma pedra preciosa caiu do céu no seu santo cálice. O rei guardou-a junto com outras relíquias.
O rei Clotário ouvindo os sons admiravelmente doces do sino da catedral Santo Estevão de Sens, ordenou que fosse transportado a Paris, para ouví-lo com mais freqüência. Mas isso desgostou a São Lopo, e ela perdeu o badalo assim que saiu de Sens. Sabendo disto, o rei mandou que fosse restituída imediatamente à cidade.
Uma noite, enquanto rezava, o demônio lhe fez sentir uma sede extraordinária; o santo homem mandou trazer água fria, mas percebendo que era um artifício do inimigo ele prendeu o diabo na taça, onde passou a noite toda berrando e uivando. Na manha seguinte, aquele que escolheu as trevas para tentar o santo, fugiu sob a luz do sol totalmente confundido.
Outra vez, enquanto voltava de visitar as igrejas da cidade, como era sua costume, ele ouviu clérigos que brigavam porque queriam fazer mal a certas mulheres. Ele então entrou numa igreja, rezou por eles, e na hora, o aguilhão da tentação cessou absolutamente de atormentá-los. Eles, então, foram procurá-lo e pediram perdão.
Após ter se ilustrado na prática de muitas virtudes, São Lopo repousou em paz, no ano do Senhor de 610, no tempo de Heráclito, imperador de Bizâncio.
Referências: Beato Jacques de Voragine, « La Légende Dorée », http://www.abbaye-saint-benoit.ch/voragine/tome02/129.htm
Fonte: Blog Orações e milagres medievais
Desde os primeiros dias de fundação desta Associação, Reges foi o Coordenador de Campanhas, tendo sido o responsável pelo grande impulso inicial deste Apostolado. No dia 9 de setembro de 2008, na paz de alma do católico que realizou o bom combate, Reges entregou sua alma a Deus deixando-nos o exemplo e o estímulo para continuar seu trabalho de difusão da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Para conhecer um pouco mais, 

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