domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dez maneiras de falar com Deus - V

Que nesse tempo de Quaresma nossa Meditação diária e nossas Orações sejam feitas especialmente em reparação ao Sagrado Coração de Jesus, pelos pecados cometidos neste carnaval.

Unindo suas intenções às Santas Missas que a ASC manda rezar semanalmente em todas as sextas-feiras de cada mês, aumentará a eficácia de sua meditação e de suas orações.

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros sobre os altares.

Unir-se, com a Igreja, ao Sacrifício da Missa, e unir a nossa oração, em pensamento e intenção, com a oração oficial e incessante da Igreja, conduz nossos corações com segurança para Deus.

As duas ações, a de nossas almas e a da Igreja, são como duas forças que se combinam e que, num mesmo impulso, são levadas para Deus.



Como se faz a meditação.
Coloco-me diante de Nosso Senhor que me ensina uma verdade ou uma virtude. Estimulo em mim – pela razão, pela fé, e com todo o meu coração – a sede de harmonizar a minha alma com esse ideal. Deploro tudo quanto, em mim, lhe for contrário. Decido combater os obstáculos, persuadido de que nada conseguirei sozinho e que tudo poderei obter pela oração.

No momento da meditação.
Esforço-me por trazer ao espírito uma cena muito expressiva, que substitua as minhas preocupações e distrações. Cena capaz de me empolgar e de me colocar na presença de Deus, que no seu amor infinito, quer ser o meu interlocutor. Imediatamente depois, impõe-se um ato de adoração profunda. Humilho-me, profundamente, diante de Deus, faço um ato sincero de contrição, e uma oração humilde e confiante para que Deus abençoe esta meditação.

A meditação é o braseiro que revigora a guarda do coração.
Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá, aos poucos, adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer, continuamente, a Deus.

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5ª Maneira: Nas penas e aridezes, abandonar-se, generosamente, ao sofrimento sem se inquietar nem fazer esforço para sair dele, sem fazer outros atos senão este abandono de si mesmo nas mãos de Deus para sofrer essa provação e todas aquelas que a Ele aprouver. Ou então, unir-se à Agonia de Nosso Senhor no Horto e ao seu desamparo na Cruz. Persuadindo-se que nela está cravado com o próprio Salvador e, com o seu exemplo, desejando conservar-se lá e sofrer até à morte.

Fonte: A alma de Todo o Apostolado - Parte V - Jean-Baptiste Chautard

Leia a parte I

Leia a parte II

Leia a parte III

Leia a parte IV

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