quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dez maneiras de falar com Deus - II

Unindo suas intenções às Santas Missas que a ASC manda rezar semanalmente em todas as sextas-feiras de cada mês, aumentará a eficácia de sua meditação e de suas orações.

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros sobre os altares.

Unir-se, com a Igreja, ao Sacrifício da Missa, e unir a nossa oração, em pensamento e intenção, com a oração oficial e incessante da Igreja, conduz nossos corações com segurança para Deus.

As duas ações, a de nossas almas e a da Igreja, são como duas forças que se combinam e que, num mesmo impulso, são levadas para Deus.



Como se faz a meditação.
Coloco-me diante de Nosso Senhor que me ensina uma verdade ou uma virtude. Estimulo em mim – pela razão, pela fé, e com todo o meu coração – a sede de harmonizar a minha alma com esse ideal. Deploro tudo quanto, em mim, lhe for contrário. Decido combater os obstáculos, persuadido de que nada conseguirei sozinho e que tudo poderei obter pela oração.

No momento da meditação.
Esforço-me por trazer ao espírito uma cena muito expressiva, que substitua as minhas preocupações e distrações. Cena capaz de me empolgar e de me colocar na presença de Deus, que no seu amor infinito, quer ser o meu interlocutor. Imediatamente depois, impõe-se um ato de adoração profunda. Humilho-me, profundamente, diante de Deus, faço um ato sincero de contrição, e uma oração humilde e confiante para que Deus abençoe esta meditação.

A meditação é o braseiro que revigora a guarda do coração.
Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá, aos poucos, adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer, continuamente, a Deus.

-----------------------------------------------------

2ª Maneira: Tomar qualquer expressão da Sagrada Escritura, ou qualquer oração vocal: Pai Nosso, Ave Maria, Credo, por exemplo, pronunciá-la, demorar-se em cada palavra, tirar dela diversos sentimentos de piedade, nos quais se demore, enquanto nele se achar gosto. No fim, pedir a Deus alguma graça ou virtude, conforme o assunto meditado. Não se demorar numa palavra, quando nela já não se encontrar com que deleitar-se. Passar serenamente para outra. – Quando se sentir tocado por algum sentimento bom, demorar-se enquanto ele dura, sem querer passar adiante. Não é necessário fazer sempre atos novos, basta algumas vezes conservar-se perante Deus, saboreando em silêncio as palavras já meditadas, ou os sentimentos que elas produziram no coração.


Fonte: A alma de Todo o Apostolado - Parte V - Jean-Baptiste Chautard


Leia a parte I

Nenhum comentário: