sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Dez maneiras de falar com Deus - I



Iniciaremos uma série de postagens sobre a necessidade da Meditação e da Oração para fortalecer nossa vida interior e nosso amor e devoção filial ao Sagrado Coração de Jesus.

Que nesse tempo de Quaresma nossa Meditação diária e nossas Orações sejam feitas especialmente em reparação ao Sagrado Coração de Jesus, pelos pecados cometidos neste carnaval.

Unindo suas intenções às Santas Missas que a ASC manda rezar semanalmente em todas as sextas-feiras de cada mês, aumentará a eficácia de sua meditação e de suas orações.

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros sobre os altares.

Unir-se, com a Igreja, ao Sacrifício da Missa, e unir a nossa oração, em pensamento e intenção, com a oração oficial e incessante da Igreja, conduz nossos corações com segurança para Deus.

As duas ações, a de nossas almas e a da Igreja, são como duas forças que se combinam e que, num mesmo impulso, são levadas para Deus.

O texto completo sobre a importância da meditação e da oração para o crescimento de nossa vida interior e de nosso amor a Deus, que é o motivo de nosso apostolado, encontra-se no livro "A Alma de Todo o Apostolado", de Jean-Baptiste Chautard, que por sua vez buscou inspiração em outros dois importantes livros: As vias da oração mental, de D. Vital Lehodey (Ed. Lecoffre), e também Obras espirituais, de Padre Rigoleuc, S. J., o qual formulou acertadamente dez maneiras de falar com Deus.

Acompanhe a seguir o texto explicativo de Jean-Baptiste Chautard sobre a importância da Meditação para o enriquecimento de nossa vida interior.

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Meditação é a ascensão do espírito até Deus.
“Subir deste modo – diz São Tomás – como é um ato da razão não especulativa, mas prática, supõe atos da vontade.”

Verdadeiro trabalho.
A oração mental é um verdadeiro trabalho, sobretudo para os principiantes. Trabalho, para se afastar, um instante, das criaturas e elevar-se até Deus. Trabalho, para ficar, durante meia hora, fixo em Deus, e adquirir novo impulso para o bem. Trabalho penoso que é coroado, em pouco tempo, pela maior consolação deste mundo: a paz, na amizade e união com Jesus. “A oração – diz Santa Teresa – é apenas um trato de amizade, em que a alma fala intimamente com aquele que a ama”.

Trato cordial.
Deus convida-nos, com amor, para este trato, mas também nos dá forças para fazermos a meditação. Convida-nos a escutar a sua palavra – para usar a feliz expressão de Bossuet – a linguagem da fé, da esperança e da caridade.

Trato simples.
Falarei a Deus, tal como sou, isto é, como tíbio, como pecador, ou como fervoroso. Com a ingenuidade e franqueza de uma criança, revelarei a Deus o verdadeiro estado da minha alma.

Trato prático.
O ferreiro põe o ferro ao fogo, não para torná-lo brilhante, mas para o moldar. Assim, também, a meditação ilumina a inteligência e aquece o coração, para tornar a alma flexível, tirar as faltas, ou a forma, do velho homem, e dar-lhe as virtudes e a forma de Jesus Cristo. Por conseguinte, a meditação eleva a alma até à santidade de Jesus, para que Ele a afeiçoe, à sua imagem. “Vós, Senhor Jesus, Vós mesmo, com a vossa mão dulcíssima, misericordiosíssima, mas também fortíssima, formareis e amassareis o meu coração” – Santo Agostinho.

Como se faz a meditação.
Coloco-me diante de Nosso Senhor que me ensina uma verdade ou uma virtude. Estimulo em mim – pela razão, pela fé, e com todo o meu coração – a sede de harmonizar a minha alma com esse ideal. Deploro tudo quanto, em mim, lhe for contrário. Decido combater os obstáculos, persuadido de que nada conseguirei sozinho e que tudo poderei obter pela oração.

No momento da meditação.
Esforço-me por trazer ao espírito uma cena muito expressiva, que substitua as minhas preocupações e distrações. Cena capaz de me empolgar e de me colocar na presença de Deus, que no seu amor infinito, quer ser o meu interlocutor. Imediatamente depois, impõe-se um ato de adoração profunda. Humilho-me, profundamente, diante de Deus, faço um ato sincero de contrição, e uma oração humilde e confiante para que Deus abençoe esta meditação.

A meditação é o braseiro que revigora a guarda do coração.
Mediante a fidelidade a esta meditação, todos os exercícios de piedade serão vivificados. A alma irá, aos poucos, adquirindo a vigilância e o espírito de oração, isto é, o hábito de recorrer, continuamente, a Deus.

A meditação gerará uma união íntima com Ele, mesmo durante as ocupações mais absorventes. Vivendo a alma assim unida a Nosso Senhor pela guarda do coração, atrairá a si os dons do Espírito Santo e as virtudes infusas, e poderá ser chamada por Deus a um grau mais elevado de oração.

O excelente livro, "As vias da oração mental", de D. Vital Lehodey (Ed. Lecoffre), define bem o que se requer para a ascensão da alma pelos diversos graus de oração, e dá as regras para discernir se uma oração superior é, verdadeiramente, um dom de Deus ou um fruto da ilusão.

Antes de falar da oração afetiva, primeiro grau de orações mais elevadas às quais Deus, ordinariamente, só chama as almas que adquiriram a guarda do coração mediante a meditação, o P. Rigoleuc S. J. indica, no seu livro "Obras espirituais, dez maneiras de falar com Deus."

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1ª Maneira: Tomar um livro espiritual (Novo Testamento ou Imitação de Cristo) – ler algumas linhas com intervalos – meditar um pouco no que se leu, procurar entender o seu significado e gravá-lo no espírito. – Tirar daí qualquer afeto santo, amor ou penitência, etc., e propor praticar uma virtude que mais agrade. Não ler muito, nem meditar muito. – Demorar-se em cada pausa, enquanto o espírito nela encontrar entretenimento agradável e útil.

Fonte: A alma de Todo o Apostolado - Parte V - Jean-Baptiste Chautard



2 comentários:

Nilton Jose Borges disse...

Simplesmente "Interiorizante" este tipo de elevar nosso coração a Deus através da oração. Se quizer entrar em "extase" em comunhão com Deus, O adore em pensamento e oração. Depois diga-me o que sentiu?...É muita paz, é indescrtível é demais.

Anônimo disse...

Senhor, mediante sua história, lembrando da solidão que sentiu no Horto das Oliveiras, volte um pouquinho o seu olhar para mim, sei que muito... Muito tem feito, mas conheces o meu coração e sabes como estou me sentindo, só, desamparada quanto a minha condição de trabalho, conheces o que passo lá e como afeta a minha vida pessoal e familiar, me falta o ânimo, me dá medo, me socorra Meu Senhor, ajuda a minha situação financeira para que eu me sobressaia a estas situações e não precise depender tanto do salário que ganho nele para a minha sobrevivência e a da minha familia, me ampare, me conceda esta graça.