sábado, 23 de janeiro de 2010

A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Bíblia Sagrada - VIII

Continuação do esclarecimento ao fiel católico a respeito dos erros de interpretação da Bíblia e da Verdadeira Devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo

7ª Objeção — Para que essa verdadeira violência contra a natureza, que é o celibato eclesiástico? Não há nenhum fundamento na Bíblia para tal imposição tirânica, fruto de cérebros paranóicos. Não é de espantar esse festival de escândalos que vemos ocorrer no clero católico. Afrontaram a natureza: como conseqüência, surgiram os escândalos...

Resposta — Bem ao contrário de ser uma violência e uma afronta contra a natureza humana, a castidade perpétua é preconizada pelo próprio Jesus Cristo como sendo um estado de maior perfeição humana e espiritual.

Com efeito, após haver proclamado a indissolubilidade do matrimônio, apresentou Ele a continência como um estado mais perfeito e mais apto a merecer o Reino dos Céus.

Assim, lê-se no evangelho de São Mateus: “Seus discípulos disseramlhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar!

Respondeu-lhes Ele: Nem todos compreendem estas palavras, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre de suas mães; e há eunucos a quem os homens fizeram tais; e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mt 19, 10-12).

Cabe aqui uma rápida explicitação do final desse texto: “e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus”. Tais eunucos, evidentemente, são os sacerdotes e os religiosos que, por um chamado especial de Deus, levam uma vida consagrada, mantendo o celibato. O admirável equilíbrio da doutrina católica nessa matéria encontra-se formulado já por São Paulo, na primeira Epístola aos Coríntios: “Isto digo como concessão, e não como ordem. Pois quereria que todos fossem como eu (celibatário); mas cada um tem de Deus um dom particular, uns este, outros aquele.

Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (I Cor 7, 6-9). E continua dizendo: “Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Estás desligado de mulher? Não procures mulher. Mas, se quiseres casar, não pecarás; e se uma virgem casar, não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos” (I Cor 7, 27-28).

Quanto aos escândalos morais que têm sido noticiados ultimamente entre membros do clero de diversos países, a verdadeira causa deles de nenhum modo é o celibato — estado, como vimos, mais perfeito, recomendado por Nosso Senhor.

A causa mais profunda desses escândalos está no desfalecimento da fé, e mesmo perda da fé, de muitos membros do clero, que em conseqüência caíram no relaxamento espiritual e no permissivismo moral. É conveniente lembrar que entre os pagãos da Antiguidade não tinha
vigência o celibato. No entanto, o vício da homossexualidade alastrou-se escandalosamente, entre homens e mulheres...

Qual foi a causa desse alastramento? São Paulo diz na Epístola aos Romanos: porque eles recusaram-se a conhecer o verdadeiro Deus e adoraram ídolos (cfr. Rom 1, 23). Devido a esse gravíssimo pecado de idolatria, “Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao
seu desvario” (Rom. 1, 27).

Os ídolos que são adorados em nossos dias são os ídolos do mundo moderno.Nada é divino e adorável fora de Deus. O homem cai na escravidão quando diviniza ou absolutiza a riqueza, o poder, o Estado, o sexo, o prazer ou qualquer criatura de Deus, inclusive seu próprio ser ou sua razão humana.

O resultado da adoração desses ídolos se traduz no ateísmo que reina em toda a vida social e política, na luxúria e toda essa espantosa decadência de costumes, que nos afastam cada vez mais de Deus. Quando os homens e as nações voltarem ao regaço materno da Santa Igreja, e Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima reinarem na sociedade, o celibato eclesiástico deixará de ser um espantalho e será encarado com a tranqüila naturalidade de quem vive numa sociedade sacralizada, sem as excitações e devassidões do mundo moderno.

Para que isso aconteça, se faz necessária uma verdadeira Devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Extraído do Livreto: "A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada".

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Um comentário:

sao bento disse...

O PROPRIO HOMEM É O RESPONSAVEL POR TODO TIPO DE DESGRAÇA QUE CAI SOBRE TODOS.PRECISAMOS PROCURAR CONHECER A DEUS POIS DEUS JÁ NOS CONHECE MESMO ANTES DE NASCERMOS.
PRECISAMOS ESTAR PERTO DE DEUS CONSTANTEMENTE POIS SE AFASTARMOS DE DEUS SO COISAS RUINS É QUE VAI ESTAR PERTO DE NÓS.