quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Bíblia Sagrada - VI

Continuação do esclarecimento ao fiel católico a respeito dos erros de interpretação da Bíblia e da Verdadeira Devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.

5ª Objeção — A Igreja, na época de Lutero, praticava o comércio dos bens espirituais, vendendo indulgências. Lutero manteve-se fiel a Jesus Cristo, separando-se dessa falsa igreja e fundando a crença protestante, denominada luteranismo.

Resposta — É uma distorção completa da prática de concessão das indulgências apresentá-la como comércio de bens espirituais. Historicamente pode ter havido abusos nesta matéria — e ainda os há hoje em matérias correlatas — da parte destes ou daqueles pregadores católicos, com o objetivo de angariar mais facilmente as esmolas dos fiéis.

Mas hoje, basta ligar a televisão para ver ao vivo abusos enormes, em matéria de dinheiro, praticados por várias denominações que se dizem “evangélicas”.

Aparentando indignar-se contra esses abusos, Lutero foi mais longe e condenou a própria doutrina católica sobre as indulgências. Segundo Lutero, somente a fé conta para a salvação.

As boas obras não contam para nada, porque, segundo a doutrina protestante, somos salvos exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo, sem nenhuma necessidade de nossa cooperação pessoal. Daí que tanto faz praticarmos boas obras ou pecados, porque a nossa salvação já foi comprada superabundantemente pelaPaixão e Morte de Jesus Cristo.

Dizer que não é necessário praticar boas obras é claramente um absurdo. A doutrina católica apresenta diferenças essenciais em relação a essa teoria falsa. Porque, embora a nossa salvação já tenha sido comprada pelo sacrifício redentor de Jesus Cristo, é preciso que esse mérito nos seja aplicado individualmente, o que exige a nossa cooperação pessoal. Sem dúvida, essa cooperação de si também é fruto da graça que Cristo nos mereceu, porém não é sem algum mérito de nossa parte, mérito infinitamente pequeno, mas que, por disposição divina, tem de ser
necessariamente associado aos méritos infinitos de Cristo.

Daí a necessidade das boas obras, como salienta São Tiago em sua epístola: “O que aproveitará, meus irmãos, se alguém diz que tem fé e não tem boas obras? Porventura poderá salvá-lo tal fé?” (Tg 2, 14). Não é, pois, sem razão que Lutero se negava a aceitar a canonicidade da epístola de São Tiago — que nega tão rotundamente um ponto essencial da doutrina que ele queria pôr em voga — considerando-a um livro apócrifo, e, portanto, excluindo-o da Bíblia...
Por contraposição, fica fácil compreender a doutrina católica das indulgências.

O tesouro espiritual da Igreja é constituído essencialmente pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, aos quais se somam os méritos superabundantes de Maria Santíssima e os dos demais Santos e pessoas virtuosas. É desse tesouro espiritual que a Igreja retira os méritos que nos
dispensa através das indulgências, que servem para aliviar as penas temporais devidas pelos nossos pecados.

Pelo sacramento da Confissão, o homem fica livre da culpa do pecado, porém não da pena temporal (castigo) a ele devida (a pena eterna correspondente ao pecado mortal nos é remitida pelo sacramento da Confissão).

A penitência imposta pelo sacerdote na Confissão satisfaz apenas parcialmente as penas temporais merecidas pelos nossos pecados. Por isso devemos recorrer às boas obras, às penitências e às indulgências, a fim de aliviarmos quanto possível essas penas temporais.

O que sobrar, será pago no Purgatório. Coerentes com seus princípios falsos, os protestantes negam a necessidade das boas obras, das indulgências e do Purgatório!

Extraído do Livreto: "A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada".

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