quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada - V

Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV

Continuação do esclarecimento ao fiel católico a respeito dos erros de interpretação da Bíblia e da Verdadeira Devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.


4ª Objeção — Na Bíblia não está escrito que exista o Purgatório. Isso é outra
invenção dos católicos.

Resposta — A palavra “Purgatório” não está escrita na Bíblia, mas a realidade do Purgatório está expressada de maneira clara. Assim, na Bíblia estão os elementos suficientes para se concluir que o Purgatório existe.

Conforme o comentário do Pe. Javier de Abárzuza, OFM, sobre o segundo Livro dos Macabeus (12, 38-46), “Judas Macabeu, feita a coleta de dois mil dracmas, a enviou a Jerusalém, para oferecer sacrifícios pelo pecado dos (seus soldados) mortos, obra digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição; de onde se vê que Judas creu que os que tinham morrido não estavam nem no 'seio de Abraão' (isto é, no Limbo, como os antigos Patriarcas, à espera do Redentor que os levaria para o Céu), nem no inferno, mas em um estado em que tinham que satisfazer por faltas cometidas na vida anterior, e que podiam ser aliviados com os sacrifícios de expiação. (...)

E o autor inspirado (desse livro da Bíblia) termina a narração aprovando deste modo o proceder de Judas: 'Obra santa e piedosa é rezar pelos mortos'”, (Teologia del Dogma Católico, Studium Ediciones, Madrid, 1970, nº 1451). Esta passagem do segundo Livro dos Macabeus contradiz de tal maneira a doutrina protestante que, como já se podia prever, Lutero arbitrariamente resolveu considerá-lo apócrifo, não o admitindo entre os livros canônicos da Bíblia.

Por outro lado, em São Mateus (12, 32), lemos: “Se alguém falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século, nem no século vindouro”. Esta formulação — “nem no século vindouro” — seria supérflua e inepta, se não se supõe que, após a morte, de algum modo é possível a remissão de pecados. Pois se há pecados que no século vindouro se perdoam, com razão se conclui a possibilidade de tal expiação post mortem. A isso a Igreja chama de Purgatório, no qual ficam confinadas as almas que têm algo a pagar por seus pecados.

Também na primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios (3, 12-15), os críticos vêem uma alusão ao fogo do Purgatório, no qual purgarão suas culpas os pregadores que não cumprirem direito sua missão. Como a passagem requer uma explicação teológica mais profunda, apenas a
mencionamos para conhecimento dos leitores eruditos.

Extraído do Livreto: "A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada".

3 comentários:

Gentil disse...

Isso comprova mais um erro dos protestantes quando dizem que só a fé salva.

Anônimo disse...

Jesus declara a esistencia do purgatório!!! Jesus disse " Quando apresentar ao altar para deixar ai sua oferta, e se lembrar de que tens alguma contenda contra seu irmão volta e reconcilia-te com ele para que a caminho não apresente ao juis queixa contra ti, para que acontecendo que o juis te lance na prisão, não sai sem ter pago o ultimo centil"!!!

É uma pena que não me lembro o capitulo nem o Evangelho, mas também não creio que se faça necessário para aquele que crê!!! (Email):lucianothyezer@hotmail.com

Anônimo disse...

Vamos recordar que Jesus também foi pregar o Evangelho aos espíritos que eram detidos no cárcere.(PdI 3,19)
Que cárcere era esse?
Evidentemente que era o Purgatório, chamado Sheol nas Escrituras, nos quais estavam detidos todas as almas dos justos desde Adão, pois foi somente com a consumação da Redenção que Jesus Cristo, Nosso Salvador abriu os céus e os levou todos para a bem-aventurança eterna.

A Paz e o Amor de Jesus Cristo esteja sempre com todos!