sábado, 16 de janeiro de 2010

A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada - I

Esclarecimento ao fiel católico a respeito dos erros de interpretação da Bíblia
pregada pelos Evangélicos e da Verdadeira Devoção a Nosso Senhor Jesus
Cristo.


Quase 500 anos se passaram desde que Lutero deu seu brado de revolta contra Roma, em 1517. Fruto de um espírito racionalista — vale dizer, desprovido de bom senso — a doutrina luterana constitui um conjunto de desvios que se traduzem num grande número de objeções à Igreja Católica.

São essas objeções mais vulgares que atingem os católicos simples, deixando-os às vezes impressionados e confusos. Este livreto é, portanto, um meio do fiel católico se defender contra as importunações corriqueiras do público evangélico em geral, incapaz ele próprio de compreender as passagens bíblicas que prega.

Nos dias difíceis em que vivemos, o fiel católico – ao ser abordado por integrantes das mais diversas entidades “evangélicas”, que lhes oferecem religião – é, em muitos casos, aliciado pela promessa de curas e bens materiais em troca do dízimo, e de “aceitar Jesus”, como se o Católico verdadeiro ainda não tivesse aceitado a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ora, a íntima comunhão com o Filho de Deus e Senhor nosso, é, depois do batismo, a exigência imediata que todo Católico cumpre através da primeira comunhão. Esta é uma das principais razões que vêm sendo apontadas para o crescimento das denominações protestantes no Brasil.

Com isso, seus adeptos têm se tornado cada vez mais ousados e persistentes ao abordar os católicos a fim de os arrastar para suas falsas crenças religiosas.

A argumentação que apresentam é cheia de erros, que eles tentam fazer parecer verdade, citando sem critério algum várias passagens da Bíblia, sem penetrar em seu sentido verdadeiro, e, não raro, dando-lhes interpretações absurdas e mesmo incoerentes com outras passagens da Sagrada Escritura

Ao fundar sua Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo deixou a Revelação divina como base da Fé. Mas esta Revelação se exprime não apenas por escrito na Bíblia — como dizem os protestantes —, mas também pela transmissão oral: a Tradição.

Grande parte dos ensinamentos que Nosso Senhor deu aos Apóstolos e Discípulos não foram então escritos, mas transmitidos oralmente, de geração em geração. Ao longo de séculos, os chamados Padres e Doutores da Igreja foram escrevendo esses ensinamentos, quer para fixar a pregação, quer para refutar os hereges.

Ao adotar apenas a Bíblia como fonte da Verdade revelada, e negar a Tradição, os protestantes praticam uma amputação arbitrária que desfigura a Revelação.

Quando Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, ele aproveitou também para tirar alguns livros que contrariavam certos pontos de sua doutrina errônea – como os livros de Judite, Sabedoria de Salomão, Tobias, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus, além de algumas partes do livro de Ester e outros fragmentos (de Daniel).

Ademais, a própria Bíblia tem passagens de interpretação difícil, que somente se esclarecem à luz da Tradição. Uma comparação pode elucidar o assunto.

Quando um orador pronuncia um discurso de improviso, e depois esse discurso é passado por escrito, quem mais tarde o for ler, pode não entender certas passagens. Alguém que esteve presente e viu os gestos do orador, percebeu suas inflexões de voz, ouviu seus comentários anteriores e posteriores, pode estar em condições de elucidar certas passagens obscuras
que a simples transcrição não permite resolver.

Foi por isso que Jesus Cristo dotou sua Igreja de um Magistério infalível, com a assistência do Divino Espírito Santo, mediante o qual temos a garantia de que a Igreja nos proporciona uma interpretação autêntica da Revelação, quer a escrita, quer a oral.

Esse Magistério se tem exercido durante os dois mil anos de vida da Igreja, de modo a delinear um conjunto de doutrinas e práticas inteiramente seguras, fundadas na Sagrada Escritura e na Tradição. E é esse mesmo

Magistério infalível que define a canonicidade dos livros sagrados, isto é, quais livros pertencem autenticamente ao cânon bíblico (compõem efetivamente a Bíblia) e quais os que devem ser rejeitados como apócrifos (não inspirados).

Arrogando-se uma autoridade e uma infalibilidade que só a Igreja possui, Lutero excluiu da Bíblia alguns livros, justamente aqueles que contrariavam certos pontos de sua doutrina errônea.

São numerosos os críticos e estudiosos católicos das Sagradas Escrituras que, com o aval da Igreja, analisam o texto sagrado, explicando-o e esclarecendo as dificuldades à luz da Tradição e do Magistério infalível da Igreja.

Pelo contrário, entre os protestantes — que adotam o princípio do livre exame da Sagrada Escritura, pelo qual cada fiel se sente iluminado diretamente pelo Espírito Santo, e dá a interpretação que bem lhe parece — ocorre praticamente o fenômeno “cada cabeça, uma sentença”. Isto é, as divisões doutrinárias entre eles multiplicam-se ao infinito, falando o que bem entendem.

Extraído do Livreto: "A verdadeira devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e a autêntica interpretação da Biblia Sagrada".

2 comentários:

maralmartins disse...

Este mundo é de Deus. O demónio nele se insere para tentar perder os Seus filhos.Deus permite o sofrimento, mas o torna redentor quando unido ao de Jesus. O sofrimento faz parte da condição humana.O cristão pode ser feliz no meio da dor porque com Jesus será vencedor e no Céu encontrará a recompensa. É o que nos diz o Livro dos Livros, a Palavra de Deus.

Anônimo disse...

A verdade de Deus acontece quando entramos no seu aprisco e ai descansamos. Acontece quando sabemos e sentimos que o Pastor toma conta de suas ovelhas. Quando o Pastor chama, nós reconhecemos sua voz e obedecemos. A verdadeira fé é aquela que une e não desagrega; aquela que caminha unida mesmo nas controvérsias. Vale a pena acreditar que a união de uma família transforma a sociedade. Vale a pena acreditar que a união dos cristãos tranformará o mundo. Se tenho bolo com 10 fatias e eles com 5 fatias, vamos ser solidários e fazermos uma grande festa, sim, uma grande festa para nosso Deus, Jesus Cristo.
Que Maria abenções seus corações.