sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O limiar de um novo ano é o momento propício para um exame de consciência

O limiar de um novo ano é o momento propício para um exame de consciência, que nos conduza a pedirmos perdão a Deus por tudo aquilo que, ao longo dos 365 dias que se escoaram, em nós Lhe desagradou; e a agradecermos por todos os dons e favores que em sua infinita liberalidade Ele nos concedeu.

Nosso pedido de perdão e nossa ação de graças terão toda a sua eficácia se apresentados por meio de Maria Santíssima, Medianeira universal de todas as graças.

Este ponto é capital. E a situação caótica em que o mundo se encontra ainda teria solução, caso os homens se voltassem sinceramente para seu Criador, atendendo aos apelos que Ele quis fazer à humanidade por meio de sua Santa Mãe em Fátima: oração, penitência e emenda de vida. Do contrário, castigos terríveis assolarão o mundo. Como os homens não deram ouvidos a esses apelos, é lógico e compreensível que venham as punições divinas.

A justiça é um atributo de Deus que não se contrapõe à sua misericórdia, mas antes a completa. Embora Ele prefira exercer a segunda à primeira, não hesitou em aplicá-la de modo radical ao criar o inferno para nele precipitar eternamente, em sofrimentos indizíveis, os anjos rebeldes e os homens que morrerem impenitentes.

Por mais temível que seja o inferno, ninguém poderá negar ser ele justo e necessário, porquanto criado por Deus, perfeito em todo o plano da criação. Aquele mesmo Deus que, para nos evitar tal desgraça e nos alcançar a inexcedível felicidade celeste, fez-se Homem, padeceu e foi crucificado, derramando por cada um de nós o seu preciosíssimo sangue.

Deposito, pois, aos pés de Jesus, nosso divino Juiz, pelas mãos de sua excelsa Mãe, nossa Advogada e igualmente Mãe, o pedido ingente e filial de que ao longo de 2010 velem especialmente sobre cada um de nós , obtendo-nos a graça de uma plena fidelidade no decurso deste novo ano; e também para que, em consonância com a Salve Rainha, depois de desterro tão duro, nesta época revolucionária e neopagã, a clemente e piedosa Virgem Maria nos mostre a Jesus, bendito fruto de seu ventre.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho



Fonte: Catolicismo

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