quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

“Isto é o meu corpo”

Instituições, cerimônias, manifestações de piedade surgidas misteriosamente pela ação da graça divina foram registradas na História da Igreja.

A parábola evangélica que compara o Reino de Deus – a Igreja Católica – ao grão de mostarda pode-se aplicar aqui. A menor das sementes ao germinar e crescer torna-se a maior de todas as hortaliças, a tal ponto que as aves do céu podem fazer ninhos em seus ramos.

Com a vinda do Espírito Santo, a Igreja – minúscula comunidade em Jerusalém – difundiu-se por toda parte, à semelhança de imensa árvore que estende seus galhos. Um aspecto da ação do Espírito Santo na Igreja e nas almas é a devoção ao Santíssimo Sacramento. Com aquele grupinho reunido com Nosso Senhor Jesus Cristo no Cenáculo, na Quinta-feira Santa, passou-se algo de transcendental importância.

O Divino Mestre instituiu o Sacramento da Eucaristia, ao mesmo tempo em que tornou-se presente aos homens sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho consagrados no sacrifício da Nova Lei, a santa Missa. Essa semente de vida teve tamanha força de expansão que a Eucaristia foi colocada no centro da vida cristã. E tendo Ela fecundado, fez desabrochar a civilização católica, cujo apogeu se deu na Idade Média.

A Igreja lançou raízes profundas nos povos e é inegável que a civilização cristã deitou benfazeja influência na Terra inteira. No momento mesmo em que seria traído, no ápice de sua aparente derrota, Nosso Senhor Jesus Cristo obtinha a vitória, pois ali o Homem-Deus nos cumulou com o Sacramento do divino amor: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”.

Para enriquecer o culto sagrado e preservar o Sacramento da Eucaristia de abusos, profanações e sacrilégios, surgiram costumes, leis e normas. O que transparece em torno de tais normas é o respeito, a compostura, o espírito de piedade e devoção, todo um modo de agir e de ser que atestam a nossa fé e o nosso amor na presença real de Nosso Senhor na Hóstia consagrada.

Tudo feito com precisão, dignidade e elevação, pois se trata do culto ao verdadeiro Deus.

Exemplos de culto eucarístico são as genuflexões, os ricos e adornados sacrários, os ostensórios, os cálices, as âmbulas e as tecas para levar a comunhão aos enfermos. E até mesmo as patenas, utilizadas para evitar a queda de hóstias e de seus fragmentos no momento da distribuição da comunhão as fiéis.Aspecto mais belo e tocante do culto divino é a bênção solene do Santíssimo Sacramento.

Doze velas são acesas no altar, seis de cada lado do sacrário. A sagrada Hóstia é colocada num rico ostensório. O sacerdote usa paramentos solenes, como a sobrepeliz, a estola, o pluvial e o véu umeral. Ele sustenta o ostensório e traça grande cruz sobre os fiéis ajoelhados, e depois reza e canta hinos de adoração.

Enquanto isso, um acólito com o turíbulo incensa o Santíssimo Sacramento, enchendo o ambiente com um aroma perfumado que acaba por dominar suavemente todo o recinto. Aquela fumaça branca e odorífica se impregna na igreja inteira, podendo ser sentida até fora do edifício da Igreja.

Por Pe. David Francisquini


Fonte: Agência Boa Imprensa

3 comentários:

Maria Jose disse...

Rico e maravilhoso ritual de respeito a JESUS sacramentado. Pena as igrejas não manterem o costume; e não orientarem o povo para uma adoração ao santíssimo.O que se vê são substituições por ritos que, ao meu ver,nada têm de sagrado como a orientação aos fieis para escrever em pequenos papéis seus pedidos e após queimarem ao pé do altar, enchendo a igreja de fumaça sufocante. Gostaria muitíssimo de ver as igrejas unificadas, obedecendo todos esses antigos rituais, oritentando seus fiéis sobre o verdadeiro respeito que se deve ter nas adorações ao Santíssimo.

Maria Jose disse...

Em complemento: o povo esquece, ignora que JESUS está alí presente, vivo, e pode ouvir suas preces e pedidos, basta ajoelhar-se frente ao altar em sinal de respeito. Não precisa escrever nada em pequenos papéis e assim usar de rituais profanos dentro das igrejas. Eu perco a concentração com essas manifestações e fico muito triste em saber que os nossos dirigentes religiosos apoiam e fazem do instante um ritual comum ao da Santa Igreja, o que não é verdade.

Gentil disse...

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Agradeço a Deus pela graça de ter nascido em uma família católica. Sem dúvidas penso também que os padres deveriam mais orientar os fieis a adorarem O Santíssimo Sacramento.