quinta-feira, 26 de novembro de 2009

São Juan Diego, vidente de Guadalupe, foi príncipe de sangue real? - parte II


Por parte de mãe, o príncipe São Juan Diego descia por linha direta do de Moctezuma Ilhuicamina, quinto rei asteca.

O santo nasceu em 1474, no local hoje conhecido como Santa Clara Coatitle, Cuauhtitlan (México). Seu nome pagão foi Cuautlizatzin Ixlilxóchitl que significa “aquele que fala como águia”.

Era um rico senhor de terras, instruído no sacerdócio e na arte da guerra. Segundo a “Genealogía del beato Juan Diego”, “enquanto nobre poderoso, Juan Diego governou os cacicazgos de San Juan Ixhuatepec, Atzacoalco e Tepetlaoztoc”. (Horacio Sentíes y Mons. E. Roberto Salazar , “Genealogía de Juan Diego”, ed. Tradición, México, 1998, 120 págs.)

Quando pagão, ele teve duas mulheres simultaneamente, Beatriz e Maria Lúcia. Com a primeira teve três filhos, e com a segunda duas filhas. Quando se converteu ao catolicismo optou por viver só com Maria Lúcia. Era viúvo quando Nossa Senhora lhe apareceu.

A malha da “tilma” (poncho) onde ficou impressa milagrosamente a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe é típica da classe dos nobres.

Incontáveis provas

Estas conclusões são oficiais e constam na biografia definitiva de Juan Diego que faz parte do processo histórico-canônico que precede a canonização. Dita biografia foi entregue pessoalmente a S.S. João Paulo II pelo postulador da causa Monsenhor Enrique Salazar y Salazar.

Segundo o Padre José Fortunato Alvarez, secretário e chanceler do bispado de Mexicali, em outubro do ano 2000 foram consignados à Santa Sé mais de 500 documentos probatórios da existência de Juan Diego.

Além do mais foram localizados mais de 100 de seus descendentes diretos. Estes vivem em quatro cidadinhas no nordeste da Cidade de México.

No fim de sua vida o santo príncipe fez vida de ermitão cuidando da primeira capelinha dedicada à milagrosa imagem da Virgem de Guadalupe.

Perdeu-se a lembrança do posicionamento exato desta primitiva ermida, pois foram construídos vários templos sucessivos sobre o mesmo local. O esforço para provar a existência do santo ligado à Virgem de Guadalupe permitiu recuperar a localização precisa.

As escavações arqueológicas nos locais onde viveu São Juan Diego detectaram uma casa indígena pré-hispânica colada a uma capelinha. Vários documentos apontam o local como sendo o da ermida. Na vizinha catedral de Cuauhtitlán foram re-exumados registros paroquiais que iniciam no ano 1587 e confirmam a tradição. Os arqueólogos julgam que o local da ermida só se explica em função da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe e os fatos subseqüentes.

Monsenhor Enrique Salazar y Salazar e as antropólogas Asunción García Samper e Rossana Enríquez Arguello publicaram o livro “El Mensajero de La Virgen” onde apresentam as principais provas da vida de Juan Diego. Nele reproduzem documentos originais na língua indígena náhuatl e em espanhol, fotografias, textos e gráficos incontestáveis.

Continua amanhã...

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