quarta-feira, 25 de novembro de 2009

São Juan Diego, vidente de Guadalupe, foi príncipe de sangue real? - parte I

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio São Juan Diego pela primeira vez em 9 de Dezembro de 1531. A terceira e última aparição aconteceu em 12 de dezembro do mesmo ano.

Embora Juan Diego tenha um papel tão importante na história das Américas, pouco se fala da pessoa dele. E, ouvindo se tratar de um índio, acredita-se geralmente que ele não tem história conhecida, salvo o fato da aparição.

Entretanto os estudos históricos e sociológicos mais abalizados mostram que São Juan Diego não foi um índio comum: ele foi príncipe e de família real. E esse rango principesco de Juan Diego contribuiu poderosamente para o batismo em massa de milhões de mexicanos.

“Nos dez anos anteriores à aparição, os missionários e os franciscanos converteram ao catolicismo entre 250 e 300 mil indígenas no México, enquanto que após o milagre de Guadalupe acontecido em 1531, em apenas 7 anos converteram-se 8 milhões de pessoas”, explicou o Padre José Fortunato Alvarez, secretário chanceler do Bispado de Mexicali.

Por parte de pai, São Juan Diego foi neto de Netzahualcóyotl (1402-1472), rei de Tezcoco.

Netzahualcóyotl ficou conhecido como o “rei poeta” e é considerado “o monarca mais distinto do Antigo México, suas idéias e forma de governo foram de um humanismo notável e diferente da ideologia reinante”.

O rei Netzahualcóyotl escreveu poesias nas quais se reflete um espírito não-batizado que intui a existência de um único Deus, criador de todas as coisas e ao qual se deve todo o culto. Neste sentido, destoa da vulgar idolatria que grassava entre os astecas.

Eis um de seus poemas:

Em nenhum lugar habita o Criador.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ele é o Criador de tudo.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ninguém, realmente,
Ninguém pode ser amigo
Do Senhor da Vida.
É invocado, somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.

Quem o encontra, o conhece, e se deleita com ele.
É invocado somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.


Referência : “Dezoito cantos nahuatl”, de Marcos Caroli Rezende - Editora da UFSC



Continua amanhã...




Fonte: Ciência Confirma Igreja

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