quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A grandeza do sacerdote, do juiz e do professor na Idade da Luz

A grandeza convém mais ao clero do que qualquer classe ‒ é evidente, porque sua missão diz respeito mais de perto a Deus.

Mas, a grandeza convém também àquilo que é da ordem temporal.

Por causa disso, na Idade Média, todas as coisas da ordem temporal tinham uma proporcionada grandeza.

Por exemplo, um edifício onde tem juízes que estão resolvendo casos.

A função de juiz entendida não como ela é entendia em alguns países hodiernos, mas como ela é entendida segundo a ordem divina, essa função é muito alta, nobre e elevada.

O juiz julga, mas Deus assiste o juiz no seu julgamento.

Sobre tudo se ele é um varão católico e pede a Nossa Senhora para ser iluminado e lançar sentenças justas.

O juiz não ganha muito dinheiro, ele não é um alto potentado, mas ele exerce uma alta função.

Por causa disso, o prédio de um tribunal ainda que seja num feudozinho pequeno, com pouco dinheiro para construir um grande prédio, é muito respeitável.

A gente entra lá e encontra as janelas com forma de ogivas presentes em toda espécie de edifícios temporais, espirituais, os vitrais.

A cadeira do juiz era colocada sobre um estrado elevado.

A distância com que as partes falam com ele, o modo pelo qual os huissiers falam com o juiz, falam com o povo, etc., etc.

O silêncio que todo o mundo deve manter na sala onde trabalha o juiz.

Até o pequeno juiz de aldeia era cercado de uma respeitabilidade grave, séria.

Isso se aplicava também ao professor por manifestas razões. O professor deve ser respeitado.

Ele entra na sala, todos devem se levantar, não podem se sentar antes dele sentar.

Mas, ele também deve respeitar sua própria função, e, portanto, ao iniciar a aula, o início da aula tem que ter o aspecto de um pórtico respeitável...

Fonte: Glória da Idade Média

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