sábado, 2 de janeiro de 2010

Mestre, ensina-nos a rezar!


Os apóstolos, em certa ocasião, dirigiram-se a Nosso Senhor Jesus Cristo e Lhe pediram:
“Mestre, ensinai-nos a rezar”. E Ele lhes ditou a oração do Pai Nosso. Não há oração mais bela, mais eficaz, mais agradável a Deus, mais rica em significado e com mais profundidade de conteúdo do que o Pai Nosso.

Com efeito, são inesgotáveis os pensamentos, as idéias ou os comentários que se possam tecer a respeito dessa singular prece. Chamada também oração dominical, pois provém da palavra latina dominus, que significa senhor, ela brotou dos sagrados lábios do nosso Salvador e Redentor.

Dentro do exíguo espaço de um artigo, é tarefa impossível discorrer sobre os ensinamentos contidos no Pai Nosso. Por isso, tratarei hoje de uma parte, deixando a outra para uma próxima ocasião.

Como é sabido, o Pai Nosso contém sete petições: as quatro primeiras pedem o bem, e as outras três, que sejamos livres do mal.

Começamos por invocar a Deus como ‘Pai nosso’ — e não ‘pai meu’, pois somos filhos do mesmo Pai, e, portanto, irmãos, obrigando-nos a rezar uns pelos outros. ‘Que estais no Céu’ — indica que Deus se manifesta em sua glória. Com isso, habituamo-nos a pensar em Deus, que um dia veremos face a face na bem-aventurança eterna.

1ª petição: “Santificado seja o vosso nome”. Ela nos convida a pedir que Deus seja conhecido, honrado e servido por todos os homens, inclusive cada um de nós. Ao mesmo tempo, pedimos que os infiéis sejam batizados, os hereges se convertam e voltem ao seio da Santa Igreja, os cismáticos se reagrupem em torno da Igreja, os pecadores se convertam e os justos sejam perseverantes no bem.

2ª petição: “Venha a nós o vosso reino”. Entendemos um tríplice reino espiritual, primeiramente em nós, com sua graça santificante e pelas virtudes teologais da fé, esperança e caridade, reinando sobre nossa inteligência, nosso coração e nossa vontade.

Depois o reino de Deus na Terra, ou seja, que a Santa Igreja Católica se dilate cada vez mais e se propague pelo mundo inteiro para a eterna salvação do gênero humano e glória de Deus. Em seguida, o reino nos Céus, ou seja, para que um dia possamos ser admitidos na corte celestial, onde seremos plenamente felizes.

3ª petição: “Seja feita vossa vontade, assim na Terra como no Céu”. Move-nos à obediência pronta e amorosa aos Mandamentos de Deus, como os anjos e santos no Céu. Pedimos ainda a correspondência a todas as luzes e graças divinas e de vivermos resignados com a vontade de Deus.

Isto é tão evidente que fazer a vontade de Deus é procurar conseguir a salvação eterna, pois ninguém entrará no Reino dos Céus se não tiver feito a vontade do Pai. A vontade de Deus está consignada nos seus Mandamentos, nos preceitos da Igreja e nos superiores colocados por Deus para nos guiar no caminho da salvação.

Nada daquilo que costumamos chamar mal acontece sem a permissão de Deus, que sabe tirar o bem do mal, e por isso o permite. Devemos ver em todos os acontecimentos bons e maus um desígnio de Deus, visando nossa salvação eterna.

Por Pe. David Francisquini - Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira (RJ)

5 comentários:

leninha disse...

Simplesmente maravavilhoso.

Anônimo disse...

Lindissima oracao e lindissimos os comentarios. Aguardo ansiosamente os contarios das outras peticoes do Pai Nosso. Mel

Giovan disse...

Lindíssima oração. Bela explicativa.

Maria de Fátima Amorim Yamamoto disse...

Amém...

pelota disse...

Oração lindíssima e deve ser rezada todos os dias, faz bem para alma e o coração. Estou curioso pela explicação das demais petições.