sábado, 18 de abril de 2009

Uma Santa Teresinha pouco conhecida - parte II

Admiradora de Santa Joana d'Arc


Esse traço guerreiro da alma de Santa Teresinha é dominante em sua fisionomia moral. Entretanto, talvez tenha sido o mais esquecido pelos que tanto a veneram.

"Na minha infância sonhei combater nos campos de batalha. Quando comecei a aprender a história da França, o relato dos feitos de Joana d'Arc me encantava; sentia em meu coração o desejo e a coragem de imitá-los" (3).

Santa Teresinha foi adquirindo cada vez maior consciência das profundas semelhanças entre sua vida e a da Virgem de Donrémy.

Razão pela qual, em 21 de janeiro de 1894 - 101° aniversário do martírio do desditoso rei Luís XVI, ­compôs ela a peça teatral intitulada A Missão de Joana d'Arc.

No ano seguinte, associando-se às festas celebradas em todo o país em honra da santa guerreira e mártir, declarada "Venerável" pelo Papa Leão XIII, compôs Joana d'Arc cumpre sua Missão, representada para toda sua Comunidade religiosa.

Ali Teresa encarnava o papel de Joana d' Arc. E sua peça realçava a tomada da cidade de Orleans, a sagração do rei Carlos VII, mas sobretudo a morte na fogueira, que para ela significava o ápice da realização da missão de Santa Joana d'Arc.

"Um soldado francês defensor da Igreja, admirador de Joana d'Arc". Assim a pequena Teresa assinava seu Cântico para obter a canonização da venerável Joana d'Arc.

Joana, a Virgem de Orleans, e Teresa, a Virgem de Lisieux, dois modelos do católico militante e combatente contra os inimigos da Santa Igreja e da Civilização Cristã.

Duas grandes santas que embora tendo levado gêneros de vida tão diversos - a vida estritamente militar de uma, e a vida contemplativa da outra - conservam, contudo, profundas afinidades de alma entre si.

Santa Teresinha não viu Joana canonizada. E esteve longe de imaginar que o Papa Pio XI haveria de apresentá-la ao mundo católico como "uma nova Joana d'Arc” (18 de maio de 1925) e que, no decurso da 11 Guerra Mundial, a exemplo da Pucelle d'Orleans, Pio XII a declararia "patrona secundária de toda a França"!

NOTAS:
3. Lettres de Sainte Thérese de l'Enfant-Jésus, Carta ao Abbé Belliere, Office Central de Lisieux, 1948.

Por Luis Carlos Azevedo
Fonte: Catolicismo

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