quarta-feira, 15 de abril de 2009

Origem dos castelos da Idade Média: as invasões bárbaras deixaram as cidades em ruínas

A França do século IX era um país em plena formação.

Seus habitantes descendiam das tribos bárbaras convertidas no século IV por S. Remígio, e que com o suceder das gerações tinham ido civilizando-se sob a influência benéfica da Igreja.

O gênio poderoso de Carlos Magno havia unificado o país e lhe dera uma organização definida que, apoiando-se sobre os valores locais, ia formando uma sociedade orgânica, com um crescimento espontâneo, forte, vital.

Sobre esta civilização incipiente abate-se um cataclismo.

São invasões maciças de sarracenos pelo sul, de húngaros ferocíssimos pelo leste, e, piores que todos, de normandos vindos do norte em navios, com os quais não só pilhavam as costas como entravam pelos rios adentro.

Estas hordas saqueiam cidades e vilas, queimam as igrejas, devastam os campos, levam atrás de si multidões de cativos.

Por toda parte vêem-se cidades arrasadas, e nas ruínas só habitam animais selvagens.

Os soldados, incapazes de resistir, aliam-se aos invasores e pilham com eles.

A autoridade soberana perece, as lutas privadas entre indivíduos, famílias e grupos são infinitas, os mais fortes se entregam a violências; não há mais comércio, indústria, agricultura; todos os costumes, leis e instituições desmoronam; não há mais laços que unam os habitantes do país.

O Estado desaparece nessa imensa catástrofe.

Fugindo ao terror e à desordem, os homens buscam abrigo no fundo das florestas, no alto das montanhas, no meio dos pantanais — em lugares inacessíveis, onde a cupidez e a crueldade dos invasores não os atinja.

Cidades, vilas e aldeias se dispersam, e cada qual foge para onde pode.

Cada qual, ou melhor, cada família. Pois a família é, neste caos, a única célula social que permanece intacta.

Tendo seu fundamento não nas leis, mas na ordem natural e no coração humano, enrijecida pela força sobrenatural da graça que a Igreja lhe comunica, ela é o único baluarte que resiste ao ímpeto da barbárie.

Dela partirá o trabalho de reconstrução social.

No seu refúgio a família resiste, se fortalece, torna-se mais coesa.

Animada pelo espírito católico que a vivifica, ela não se deixa esmagar pela adversidade, mas reage.

Obrigada a bastar-se a si mesma, cria os meios para se sustentar e se defender.

(Fonte: Catolicismo, nº 57, setembro de 1955)


Fonte: Blog Castelos medievais

Um comentário:

Andrea Scarpato Fidelis disse...

Meu Sagrado Coração de Jesus, coloco em tuas mãos a vida da minha família e de minha mãe.Sei que tudo tem um propósito na minha vida, mas acolhe este meu pedido.Minha mãe não pode perder a casa dela por minha causa. Senhor me dê a condição, me mostra um caminho, sei que este sofrimento não é de tua vontade, uma vez que eu e meu marido estamos trabalhando tanto dia e noite, portanto, olhai por nós, não nos abandone. Obrigado