terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Honras dos cruzados

Os cruzados que tinham combatido na Terra Santa, ou mesmo aqueles que apenas haviam pronunciado o voto de fazê-lo, eram enterrados com as pernas cruzadas, atitude em que podemos contemplá-los sobre os túmulos, nos claustros dos mosteiros.

São Luís IX, em sua imensa piedade, não se cansava de dizer que preferia o apelativo de “batalhador” ao de “devoto”.

Preguiça e avareza aparecem aos olhos do Cavaleiro como inimigos mortais.

Por isso, não bastava conquistar um prêmio num torneio ou uma batalha vitoriosa; ao voltar para casa, ele deveria mostrar-se benevolente para com todos, amável, polido; dar esmolas aos pobres, distribuir suas velhas túnicas aos menestréis.

À valentia, generosidade e cortesia devia juntar-se a modéstia.

O cavaleiro ansiava o momento em que pudesse abandonar os torneios e seguir para além-mar, para a Terra Santa. Só assim ele poderia adquirir a reputação de “batalhador”.

Fonte: Funck Brentano, « Féodalité et Chevalerie »

(Extraído do blog As Cruzadas)

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