sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A unidade inefável da Igreja e da Cristandade: única coisa que satisfaz inteiramente o homem

Deus criou todo o universo e não teve a intenção de fazer algo inútil para a Igreja.

Ele criou todo o universo para servir de pedestal para a Igreja.

Ele destinou a sociedade humana para ser uma parede bonita sobre a qual a tocha da Igreja lançasse as suas luzes.

E quando Ele criou a sociedade humana evidentemente Ele não quis que os homens dissessem: “é tão bela que não preciso da Igreja”.

O homem é natural. Além do mais, nele penetra, por um dom de Deus, a graça divina. O homem, então tem sua vida natural e tem algo participado da vida divina.

Por causa disso, o homem tem necessidade de considerar as coisas sobrenaturais se manifestando e se espelhando nas coisas naturais. E quer que as coisas naturais espelhem as coisas sobrenaturais.

Ele tem a necessidade dessas duas dimensões formando um todo só.

A Igreja só pode ser vista em toda sua beleza dentro da Cristandade.

Numa família de nações católicas apostólicas romanas em que tudo seja católico, desde a forma da chave das portas da cidade até o desenho do galo que está no alto de uma flecha da torre de um castelo, em tudo o homem se apraz contemplando a marca católica.

A Igreja está no meio da Cristandade como a dona de casa no meio de sua família e de seus objetos.

A Igreja a rainha cheia de suavidade, de doçura, de majestade que explica todo o resto, quer dizer a Civilização Cristã. Diante da Igreja brilham os olhos dos filhos da Cristandade.

Por isso também, a Igreja numa nação laica dá um pouco a impressão de uma alma sem corpo.

Pelo contrário, uma nação laica muito bem organizada, dá a impressão de um corpo sem alma.

A Igreja não vive e não pode viver inteiramente à vontade numa sociedade laica que não cogita dos problemas morais.

A Igreja não está no seu ambiente natural em meio a da sociedade laica que a trata como se Ela não tivesse nada que ver com a sociedade.

A disjunção entre a sociedade exclusivamente laica e a Igreja, liquida o espírito católico, o ateiza e o leva à apostasia.

Porque o espírito humano está chamado a viver nessa unidade inefável do natural com o sobrenatural.

Quanto mais essas duas pirâmides que são a Igreja e o Estado estão bem relacionadas, mais se expande o espírito dos homens.

Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor.

(Extraído do blog Castelos Medievais)

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