terça-feira, 10 de novembro de 2009

10 de novembro:: São Leão Magno, o Papa que deteve Átila às portas de Roma

Combateu heresias, reforçou a disciplina eclesiástica, escreveu importantes obras, sendo seu pontificado o mais importante da antiguidade Cristã.

Num tempo em que a Igreja enfrentava os maiores obstáculos para seu progresso, em conseqüência da rápida desintegração do Império Romano do Ocidente, enquanto o Oriente estava profundamente agitado por controvérsias dogmáticas, esse grande Papa, com uma sagacidade sem precedentes e poderosa mão, guiou o destino da Igreja Romana e Universal”.(1)

São Leão nasceu em Roma, de pais toscanos, no final do século IV ou começo do V. Já na juventude distinguiu-se nas letras profanas e na ciência sagrada. Um antigo concílio geral diz dele:

“Deus, que o havia destinado a obter brilhantes vitórias contra o erro e a submeter a sabedoria do século à verdadeira fé, tinha posto em suas mãos as armas da ciência e da verdade”.(2)

Tornando-se arcediago da Igreja romana, serviu sob os Papas São Celestino I e Sixto III.

Hábil diplomata, era ele bem conhecido, pois foi por sua sugestão que Cassiano escreveu em 430 ou 431 sua obra De Incarnatione Domini contra Nestorium (“Sobre a Encarnação do Senhor, contra Nestório”).

E também nesse mesmo ano São Cirilo de Alexandria a ele se dirigiu para interessá-lo em seu favor contra o mesmo herege Nestório.

São Leão foi designado para várias missões delicadas na época. Em uma delas, em 440, foi enviado pelo Imperador Valentiniano III à Gália, para tentar reconciliar dois dos mais famosos personagens do Império — o comandante militar da Província, Aécio, e o principal magistrado, Albino —, que não pensavam senão em suas desavenças em vez de voltar-se contra os bárbaros que estavam às portas do vasto Império.

São Leão encontrava-se nessa missão quando, falecendo o Papa Sixto, foi eleito para sucedê-lo.

Leão foi sagrado no dia 29 de setembro de 440. Um mês depois, pedia ao povo romano, reunido na basílica de São João de Latrão:

“Eu vos conjuro, pelas misericórdias do Senhor, que ajudeis com vossas orações àquele que haveis chamado com vossos desejos, a fim de que o espírito da graça permaneça sobre mim e não tenhais que arrepender-vos de vossa eleição”.(3)

Notas:

1. J.P. Kirsch, Pope Saint Leo, The Catholic Encyclopedia, online edition, www.newadvent.com.
2. Les Petits Bollandistes, Vies de Saints, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo IV, p. 328.
3. Frei Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo II, p. 101.

Por Plinio Maria Solimeo. Texto integral em Catolicismo

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