quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O culto medieval à Coroa de Espinhos do Salvador

"Pilatos então tomou Jesus e mandou-o açoitar. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puse­ram-lha sobre a cabeça".

Narra a Tradição que a santa Coroa de espinhos, referida nessa passagem do Evangelho de São João, foi recolhida pelos discípulos do Divino Salvador e conservada até o ano de 1063 no monte Sion, em Jerusalém.

Coube a São Luís IX, rei de França, a glória de ter adquirido do Imperador de Bizâncio, em 1239, essa relí­quia inestimável.

Para abrigá-la condignamente, mandou construir a mais bela jóia arquitetônica em estilo gótico existente na Europa: a Sainte Chapelle de Paris (ao lado).

Atualmente, a Santa Coroa de espinhos pode ser venerada na Catedral de Paris, onde se encontra pro­tegida por fino anel de cristal, sob a custódia dos Cavaleiros do Santo Sepulcro de Jerusalém.

Esta Ordem Militar foi fundada por Godofredo de Bouil­lon, duque de Lorena, que conquistou a Terra Santa aos sarracenos, em 1099, e recusou ser coroado de jóias no local onde Nosso Senhor houvera sido coroado de espinhos.

Ao longo dos séculos, vários relicários foram elaborados pela piedade católica para guardar a sagrada relíquia.

O mais belo e rico deles, foi desenhado em 1853 por indicação de Viollet­-le-Duc, o famoso arquiteto que restaurou Notre Dame de Paris.

A base do relicário, em estilo neogótico, represen­ta São Luiz IX, Santa Helena e o Imperador latino de Bizâncio, Balduíno de Courtenay, que sustentam uma coroa de flores-de-lis, cujas pilastras são, por sua vez, apoiadas em doze estátuas representando os Apóstolos.

(Extraído do blog Orações e Milagres Medievais)

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