sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Conservadores enchem seminários na Grã-Bretanha

Segundo o colunista religioso Damian Thompson, do grande diário “The Daily Telegraph” de Londres, uma inesperada luz de esperança está se acendendo, em meio à crise religiosa. E é precisamente nos seminários.

Thompson lamenta, como muitos ingleses, a degringolada dos seminários no período pós Concílio Vaticano II.

Mas, agora, a tendência se inverteu. Ou tal vez está voltando ao que seria normal. Os seminários “progressistas”, “liberados”, “pra frente”, “de vanguarda” que foram fontes de tantos escândalos e má doutrina, quase todos fecharam ou não atraem quase mais ninguém.

E, eis a esperança, os novos seminaristas pedem precisamente o que em nome da modernidade tinha sido jogado pela janela.

I. é, disciplina, ortodoxia, batina ou hábito, seriedade, espiritualidade, ordem litúrgica, modelos tradicionais de compostura, beleza e santidade. E os seminários que oferecem isso estão enchendo na Grã-Bretanha.

A tendência, obviamente, arrepia os cabelos dos clérigos que para parecerem modernos e jovens jogaram tudo pela janela. Estes agora descobrem que o futuro não passa por eles, mas sim pelos jovens que querem a tradição.

Segundo Thompson os seminários ingleses dos anos 80 e 90 foram dirigidos por um “politburo” (como na falida ex-URSS) assesorado por mulheres cujas preferências litúrgicas – diz isso com ironia britânica ‒ iam não precisamente do lado bom da Wicca.

Hoje, tudo vira. Nos seminários “progressistas” os alunos admiravam em secreto belas fotografias de paramentos tradicionais.

De público tinham que usar o uniforme obrigatório dos seminários “pra frente”: camiseta e jeans, como qualquer um da rua.

A ficção não durou. Os reitores esquerdistas, segue Thompson, foram se retirando pela idade. As “consultoras pastorais” meio-Wicca caíram em desgraça. Os jovens só entram se o seminário é tradicional.

A autodenominada “Igreja do futuro” perde a batalha, e o futuro do clero é decididamente tradicional. Thompson ficou impressionado com os seminaristas de Allen Hall, Westminster. Eles são mais conservadores que os professores.

Ele viu o mesmo no English College de Roma, de onde costumam sair os futuros bispos. Por toda parte respira-se a aspiração de pôr fim à confusão nas liturgias. E o olhar dos seminaristas volta-se cada vez mais para a Missa em latim, ouviu ele dizer.

As dioceses esquerdistas inglesas, auto-proclamadas sedes de diálogo e da escuta, cansaram de pôr para fora estes seminaristas conservadores que desmentem os mitos “progressistas”.

Então, suprimiram de vez os seminários, e passam as funções do clero a simples leigos.

Para Thompson, não sem sarcasmo, isso é preferir a “máfia da mediocridade” à Igreja.

Porém, mais e mais seminaristas conservadores estão sendo ordenados. E daqui a pouco se porá o problema: a quem sagrar bispo?

Do jeito que vão as coisas, Thompson considera que só haverá candidatos conservadores para ocupar os tronos episcopais no clero da Inglaterra.

(Extraído do blog Luzes da Esperança)

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