domingo, 1 de novembro de 2009

1º de novembro :: Comemoração de todos os Santos

A Santa Igreja instituiu esta festa, na qual são comemorados juntos todos os santos, mesmo os não-canonizados, para que possamos invocá-los e pedir o seu auxílio nas agruras desta vida.

Entre todas as comemorações que a Igreja católica instituiu para o ano litúrgico, em reverência aos bem-aventurados que gozam da glória eterna, a mais solene e de maior devoção é a que se celebra no dia 1º de novembro, em honra de todos os santos, porque é a festa que abarca a todos os santos que estão no Céu, sem excluir nenhum.

A Igreja militante se encomenda a eles, invoca-os e chama em seu favor toda aquela admirável companhia da corte celestial.

Nos primeiros tempos do Cristianismo, costumava-se celebrar no próprio local de seu martírio o aniversário da morte daqueles que tinham morrido por Jesus Cristo.

No quarto século, no Oriente, dioceses vizinhas começaram a intercambiar festas, transferir relíquias, dividi-las, e a unir-se numa festa comum, como se comprova por um convite que São Basílio de Cesaréia (379) enviou aos bispos da província do Pontus.

Pelo fato de muitos mártires terem sofrido o martírio no mesmo dia, estabeleceu-se uma comemoração conjunta de vários deles.

Origem da comemoração em honra de todos os santos

Na perseguição de Diocleciano o número de mártires foi tão grande, que não se podia instituir para cada um deles uma festa particular.

Mas, como a Igreja queria que todo mártir fosse venerado, apontou um dia comum para todos.

O primeiro traço disso, encontramos no ano 359, em Edessa, que celebrava no dia 13 de maio a “memória dos mártires de todo o mundo”.

Vemos também uma menção dessa comemoração num sermão de Santo Efrém (373) e numa homilia de São João Crisóstomo (407).

Em 411, o calendário siríaco já assinalava também uma “Comemoração dos Confessores”, no sexto dia da Semana da Páscoa.

No Ocidente, embora os Sacramentários dos séculos V e VI tragam muitas missas em honra dos santos mártires, não havia dia fixo para sua celebração.

Foi no dia 13 de maio de 610, no século seguinte, que o Papa Bonifácio IV, ao fazer exorcizar, purificar e benzer o antigo Panteão romano — que fora dedicado “a todos os deuses do Império” — dedicou-o a Nossa Senhora e a todos os mártires, pelo que passou a chamar-se Sancta Maria ad Martyres; e depois, Nossa Senhora da Rotonda, por causa de sua forma circular.

Para lá mandou levar muitos ossos de mártires que havia nos vários cemitérios e catacumbas de Roma. A partir de então, todos os anos, no dia dessa dedicação, havia uma celebração em honra de todos os mártires que ali se veneravam.

Por volta do ano 731, o Papa Gregório III consagrou, na igreja de São Pedro, uma capela em honra de todos os santos, e desde então celebrava-se na Cidade Eterna uma comemoração em seu louvor. O Papa Gregório IV, em 837, estendeu essa festa à França; e a partir de então, a toda a Igreja.

Em 1480, o Papa Sixto IV concedeu uma oitava à festa, o que a tornou ainda mais célebre em todo o mundo, chegando a ser uma das principais da Cristandade.

(Por Plinio Maria Solimeo. Texto integral em Catolicismo)

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Um comentário:

Anônimo disse...

Uma oração muito bonita, que combina Todos os Santos com as Santas Almas do Purgatório é:

"Todos os Santos de Deus, especialmente vós, meus santos padroeiros, recomendai a mim e a todos os homens neste dia (nesta noite) à proteção divina e às almas dos fiéis defuntos que, pela misericórdia de Deus, descansem em paz, Amém.

José Carlos