sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Notre Dame de Paris: catedral que reflete a glória triunfal da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo

Quando aparece a catedral de Notre Dame, deixa todas as outras coisas de lado, mesmo a catedral de São Marcos de Veneza.

As três portas têm lindíssimas ogivas, profundas, indicando bem a espessura das paredes.

Em cada portal, ao longo de toda a espessura, existem episódios da História Sagrada esculpidos de um lado e de outro.

Imaginem que não existisse a parte de cima e a igreja fosse apenas coroada pelo balaústre que está em cima das cabeças dos reis. Daria um edifício lindo!

Agora imaginem outro edifício formado apenas por aquela grande ogiva central, depois pelas duas ogivas laterais, depois por aquelas pequenas ogivas em cima, que formam uma colunata de ogivas esguias, delicadas e entrelaçadas.

Imaginem só aquilo no chão. Daria ou não a fachada lateral de uma igreja lindíssima?

Bem, imaginem cada uma daquelas pontas de torre transformada num oratório e posta no chão. Como seria lindo!

Porém, em Notre Dame, essas três belezas estão superpostas.

O tacto francês, para o qual o charme é mais belo que a beleza, sentiu que se ficassem isoladas, alguma coisa faltava.

Atrás há um telhado e no alto dele uma flecha. É a famosa flecha de Notre Dame, que dá um fundo de leveza, graça e grandeza a essas torres que não foram acabadas.

A flecha é magnífica! A cruz no topo tem uma elegância fica sem palavras. É qualquer coisa de fantástico.

A catedral não deveria ter ficado nisso, as torres deveriam ter ido mais alto. Mas o estilo gótico morreu ao sopro maldito da Renascença e do Humanismo.

Por isso não se construíram as torres, e só ficaram aquelas guaritas no canto, cheias de encanto e de beleza.

Uma impressão muito agradável é o contraste entre a altura da catedral e a largura. Ela é esguia, alta, muito mais alta do que larga. De maneira que tendo uma boa largura não pode ser chamada de edifício frágil.

Ela é graciosa, leve, tem um quê de fortaleza incontestável.

E nos fala da plenitude do espírito da Idade Média, hierático, sacral, hierárquico, ordenado, todo voltado para o que há de mais alto, em que a maior seriedade combina bem com a graça mais leve e com a delicadeza mais extrema.

Os mais belos aspectos da alma católica aparecem a todo propósito em todos os ângulos da catedral.

Há qualquer coisa da glória da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo no ar triunfal dessa catedral.

Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor.

(Extraído do blog Catedrais Medievais)

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3 comentários:

Anônimo disse...

Gosto muito de ler seus boletins e sempre acendo uma vela votiva.
as biografias dos santos, são objetivas e elucidativas.
Só discordo de alguns escritos,
tipo o de hoje sobre a Notre Dame,
que conheço razoavelmente, tipo
sopro maldito da Renascença e do
Humanismo. Só no final descobri
que escreveu e então entendi.
TFP nunca mais.

Anônimo disse...

Realmente a inculturação pela beleza da história, traduz aqui um importante discernimento pela formação cristã.
Obrigado SCJ.

ayrton disse...

gostaria de perguntar se na oração Oh, Sagrado Coração de Jesus, a quem a única coisa é impossível,.... , não seria mais correto dizer Oh , Sagrado Coração de Jesus, a quem UMA unica coisa éimpossível,.....
Obrigado pela atenção e parabéns pelo site