terça-feira, 21 de outubro de 2008

Invenção “sui generis” de um monge e Papa: o zero

O Ocidente latino apresenta um certo número de sábios que recolheram e propagaram as ciências matemáticas tais como as haviam elaborado os antigos gregos e os hindus, e as aperfeiçoaram os árabes.

Dentre eles foi célebre Gerbert, monge da abadia de Aurillac na França que, depois de ter aprendido em Barcelona com mestres árabes, tornou-se primeiramente professor em Reims, onde ensinou as ciências exatas; depois arcebispo de Reims e de Ravena; e por fim, papa sob o nome de Silvestre II (946–1003).

Ele compôs uma aritmética (regula de abaco computi), um tratado da divisão e uma geometria.

Atribui-se-lhe uma invenção que nos pareceria hoje muito simples e que, entretanto, transformou o estudo dos matemáticos proporcionando-lhes os maiores progressos: o zero.

Esta cifra que a Antigüidade clássica não conhecia, simplificou os cálculos e tornou facílimas as operações aritméticas. No século XI, o emprego do zero era já universal.

Fonte: Jean Guiraud, “Histoire Partiale, Histoire Vraie”

(Extraído do blog Glória da Idade Média)

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