segunda-feira, 20 de outubro de 2008

As catedrais medievais jaziam na alma dos primeiros cristãos como a semente na terra

Desde que os Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos e os discípulos em Pentecostes até o ponto mais alto da Idade Média, a Igreja esteve num crescimento contínuo.

Houve, por certo, fases de decadência, de crise ‒ nós estamos numa fase dessas!

Mas essas fases de perturbação e opacamento acabam sendo episódicas e sem reflexo na linha geral.

Após os declínios, o preenchimento dos vácuos abertos foi feito de tal maneira que a Igreja cresceu muito em formosura.

O que havia de implícito num católico das catacumbas, após as perseguições romanas explicitou-se enormemente na Idade Média.

Por exemplo, uma catedral jazia na alma de um mártir das catacumbas como uma semente jaze na terra.

Durante muitos séculos de maturação, aquilo que estava no fundo da alma dos católicos dos primeiros séculos pode expandir-se e desabrochar nas catedrais, nos castelos e na grande ordem medieval.

Não é que a Igreja ficou necessariamente mais santa na primeira ou segunda época medieval.

É que a Igreja manifestou muito mais a sua santidade aos olhos do número geral dos fiéis e também aos olhos dos infiéis nesse tempo que os Papas chamaram de primavera da Fé.

Foi nos séculos medievais que uma certa manifestação da Igreja, da Civilização Cristã, e portanto da Cristandade, tornou-se o dom comum de todos os fiéis.

E se incorporou pelo ensino de religião e pela fé, não só às convicções, mas ao subconsciente e às tradições de incontáveis homens.

É a Luz de Cristo que desceu em Pentecostes e que se perpetua na Igreja de progenie in progenie a través dos séculos.

As trevas do mal tentam envolve-la, mas não conseguem até quando parecem triunfar num festim de negrume, feiúra e pecado!

(Extraído do blog Catedrais Medievais)

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Um comentário:

Anônimo disse...

Nao consegui fazer o boleto bancario, voces me mandam?