terça-feira, 15 de setembro de 2009

15 de setembro - Nossa Senhora das Dores e seus arautos, os Servos de Maria

Festa instituída por Pio VII em 1814, em substituição a duas outras muito antigas, para rememorar as dores da Co-Redentora do gênero humano.

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A Ordem dos Servitas, cujos sete fundadores a Mãe de Deus convidou conjuntamente, dedica-se sobretudo a difundir a devoção às principais dores que Maria pareceu durante sua vida

"Eis os servos de Maria!" exclamavam miraculosamente nos braços de suas mães várias crianças de meses.

Entre os inocentes que se rejubilavam com suas harmoniosas vozes, encontrava-se o pequeno Felipe Benizi, de ilustre família florentina -- mais tarde admirável Prior Geral da Ordem dos Servos de Maria ou dos Servitas e, grande Santo.

Esse prodígio ocorreu em 1235, quando sete jovens caminhavam pelas ruas de Florença, atraindo a curiosidade e a admiração da população da cidade.

Eles pertenciam a estirpes locais das mais notáveis e haviam se retirado dois anos antes a Cafaggio, fora dos muros de Florença, a fim de começar um cenóbio, com intensa vida de penitência e oração.

Bonfilho Monaldi, Aleixo Falconieri (Aleixo), Bartolomeu Amidei (Amadeu), João Manetti (Bonajunto), Bento de l'Antella (Maneto), Gerardo Sostegni (Sóstenes) e Ricovero Lippi (Ugucião), eram seus nomes de família.

Entre parênteses, figura a denominação que a própria Mãe de Deus atribuiu a cada um dos sete videntes, quando lhes apareceu em 1233, nome que passaram a usar na vida religiosa.

Nossa Senhora escolheu esses sete privilegiados para uma vocação sublime: praticar a pobreza e uma renúncia radical ao mundo, além de severa penitência; e especial devoção a Ela, vinculada às dores que sofreu durante a Paixão de Seu divino Filho.

Para se compreender melhor tal chamado parece-nos conveniente apresentar, de modo sintético, o contexto histórico em que foram suscitados pela Providência tais insignes confessores da Fé, que fundaram uma importante Ordem religiosa, em cujo seio já floresceram mais de dez Santos canonizados.

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A ordem dos Servos de Maria: propugnadora da devoção mariana

Quando Nossa Senhora, em sua aparição aos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, em 1233, convocou-os para seu serviço, indicou-lhes o hábito negro que deveriam usar, em lembrança e, como manifestação das humilhações e sofrimentos por Ela suportados especialmente durante a Paixão de Seu Divino Filho.

Festa das sete dores de Nossa Senhora

É compreensível, pois, que a devoção às Sete Dores de Maria, já se estabelecesse na Ordem desde seus primórdios, no século XIII.

A Santa Sé concedeu à Ordem dos Servitas a faculdade de comemorar tal festa segundo rito litúrgico próprio, em 1668. O Papa Clemente XI, em 1704, pela Bula Iucunctae nobis, outorgou indulgência plenária a todos os que, cumpridas certas condições, visitassem uma igreja da mencionada Ordem, no terceiro domingo de setembro.

E, em 1814, Pio VII estendeu aquela solenidade para a Igreja universal, bem como a Missa e o ofício compostos pelo Pe. Prospero Bernardino, religioso servita natural de Florença.

Na reforma litúrgica efetuada por São Pio X, a comemoração da referida festa foi fixada para o dia 15 de setembro.

Por Paulo Corrêa de Brito Filho. Texto integral em Catolicismo

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