quinta-feira, 10 de setembro de 2009

10 de setembro :: Santa Pulquéria Imperatriz, a santidade elevada ao trono

Governante querida e respeitada, defensora da Igreja e da ortodoxia católica em meio aos esplendores da corte imperial de Constantinopla

Santa Pulquéria nasceu no ano de 399 em Constantinopla, filha do Imperador Arcádio e da Imperatriz Eudóxia.

Batizada por São João Crisóstomo, revelou desde cedo senso administrativo e rara piedade.

Arcádio, ao morrer em 408, deixou Teodósio, filho de apenas oito anos, a filha Pulquéria, somente dois anos mais velha do que ele, além de outras filhas menores.

Por isso, designara como tutor do imperador-menino um dos homens mais sábios do império, Antimo, muito ligado a Santo Afraates e a São João Crisóstomo.

Pulquéria demonstrou tanto tino e maturidade, que em 414, tendo apenas 15 anos, foi proclamada Augusta, para compartilhar o governo com seu irmão.

Apesar de ser apenas dois anos mais velha que Teodósio, Pulquéria encarregou-se de sua educação, cercando-o de mestres hábeis e virtuosos. Aplicou-se em inspirar-lhe profundos sentimentos de piedade.

Ensinou-o a rezar, a amar tudo quanto se relacionava com o culto divino, e sobretudo a defender a doutrina da santa Igreja. Teodósio II foi casto, devoto, moderado, mas sem independência de ânimo e sem talento de governo.

Pulquéria cuidou igualmente de suas duas irmãs menores, Arcádia e Mariana, levando-as a progredir na virtude. Incentivou-as a fazer, como ela, o voto de virgindade, consagrando-se assim a Deus.

Juntas tomavam as refeições e faziam os exercícios de piedade, empregando o tempo livre em trabalhos manuais ou outras obras próprias ao sexo feminino. Em tudo se adiantava, praticando mortificações desconhecidas então na corte imperial.

Proibiu a entrada no seu apartamento e nos de suas irmãs de pessoas do outro sexo, e não falava com homens senão em público.

Recomendava a Deus todos os negócios de Estado, e não tomava nenhuma decisão séria sem antes ter ouvido as pessoas sábias e virtuosas que compunham seu conselho.

Ela pensava com rapidez e obrava com resolução, não se tendo notícia de que, durante toda sua vida, houvesse uma só rebelião no império, o que era raro naqueles tempos conturbados.

(Por Plinio Maria Solimeo. Texto integral em Catolicismo)

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