sábado, 21 de junho de 2008

Santo Antônio Maria Claret "O Santo de todos” :: parte 1



Uma das maiores figuras católicas do século XIX; a história da Espanha, nessa época, não pode ser compreendida sem o estudo da vida do grande missionário.

Santo Antônio Maria Claret foi um dos grandes esteios da Santa Igreja no seu tempo.

Pio XII, quando o canonizou em 1950, chamou-o de “Santo de todos”.

Isso porque, diz o Pontífice, “nele olham os artesões, os sacerdotes, os bispos e todo o povo cristão, já que se encontram nele exemplos preclaros com que se alentar e encorajar-se, cada qual segundo seu estado, nessa perfeição cristã da qual unicamente podem sair, nas perturbações presentes, os oportunos remédios e atrair tempos melhores”.

Esse santo, de uma atividade espantosa, foi “apóstolo da palavra, pregando inumeráveis sermões; apóstolo da pena, publicando muitíssimos volumes; apóstolo da Imprensa, criando academias, livrarias e bibliotecas; apóstolo da ação social católica e dos exercícios espirituais.

Catequista, missionário, diretor espiritual, fundador de congragações, arcebispo, pedagogo, anjo tutelar da família real espanhola



Foi catequista, missionário, formador do clero, diretor de almas, fundador de congregações, pedagogo e ‘anjo tutelar da família real’, em frase de Pio XI; mas, sobretudo, eminentemente santo”.

Pregador popular, fundou a Congregação Missionária dos Filhos do Coração Imaculado de Maria. Foi Arcebispo de Santiago de Cuba, confessor e conselheiro da rainha Isabel II, da Espanha. No Concílio Vaticano I, destacou-se como intrépido defensor da infalibilidade pontifícia.

Como não é possível abarcar aqui toda a obra desse incansável batalhador, limitar-nos-emos a algumas rápidas pinceladas.

Antônio João Adjutor nasceu no dia 23 de dezembro de 1807 em Sallent, diocese de Vich, província de Barcelona, na Espanha, quinto dos 11 filhos de João Claret e Josefa Clará.

Proprietários de uma pequena tecelagem, eram eles “honrados e tementes a Deus, muito devotos do Santíssimo Sacramento do Altar e de Maria Santíssima”, como diz o santo em sua autobiografia.

No Crisma, “por devoção a Maria Santíssima, acrescentei o dulcíssimo nome de Maria, porque Maria Santíssima é minha Mãe, minha Madrinha, minha Mestra, minha Diretora e meu tudo depois de Jesus”.

Piedade e verdadeira vocação sacerdotal


Eis que se me apresenta Maria Santíssima, [...] e me disse: ‘Antônio, esta coroa será tua se vences’”.

De uma piedade precoce, desde a idade de cinco anos já se preocupava com a eternidade e o destino do homem. Adulto, pondera:

Não sei compreender como os outros sacerdotes que crêem nestas mesmas verdades que eu — e todos devemos crer — não pregam nem exortam para preservar as pessoas de caírem nos infernos”.

Sua devoção à Santíssima Virgem surgiu quase que com o uso da razão: “nunca me cansava de estar na igreja diante de Maria do Rosário, e falava-lhe e rezava com tal confiança, que cria bem que a Santíssima Virgem me ouvia”.

Compreende-se que, assim, a vocação sacerdotal despertasse nele muito cedo: “Sendo ainda muito pequeno, quando estava ainda no Silabário, fui perguntado por um grande senhor, que veio visitar a escola, o que queria ser. Eu lhe respondi que queria ser sacerdote”.

Acentuado espírito missionário


Adolescente, começou a trabalhar na tecelagem do pai; como fez muitos progressos nessa arte, foi especializar-se em Barcelona, grande centro da indústria têxtil.

Com muita aplicação no trabalho e um talento fora do comum, dominou tão bem a arte têxtil, que iria longe se se dedicasse exclusivamente a ela.

Mas o apelo de Deus se fez mais premente, e ele resolveu romper de uma vez com o mundo e retirar-se para uma cartuxa. Mas acabou optando por ser sacerdote secular.

Em 1829 Antônio ingressou no Seminário de Vich. Nesse tempo, como pegou uma forte gripe, mandaram-lhe guardar o leito. Num desses dias foi atacado por terrível tentação contra a pureza. Recorria a Nossa Senhora, ao Anjo da Guarda, aos seus santos padroeiros, mas tudo em vão.

Finalmente, “eis que se me apresenta Maria Santíssima, formosíssima e graciosíssima, [...] e me disse: ‘Antônio, esta coroa será tua se vences’.[...]

E a Santíssima Virgem me punha na cabeça uma coroa de rosas que tinha no braço direito”. Essa não foi a única graça mística que recebeu. Em sua vida, há várias manifestações palpáveis do sobrenatural.

No dia 13 de junho de 1835, festa de seu patrono, Antônio recebeu a ordenação sacerdotal, e foi nomeado coadjutor em sua cidade natal.

Compreendeu então que sua vocação era a de ser missionário, e quis evangelizar os povos da Catalunha, órfãos desde a supressão das Ordens religiosas.

Como isso não era factível por causa da guerra civil, foi a Roma pedir admissão na Congregação das Missões Estrangeiras.

(Extraído do blog Grandes Santos)

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