segunda-feira, 25 de maio de 2009

A importância da confissão


Uma pesquisa preparada pelo Instituto de Estatística da Igreja católica, sob a direção do Padre Witold Zidaniewicz, publicada pelo jornal Niedziela, da Polônia, revela dados sobre a prática da confissão no país.

O jornal católico informou que os fiéis da Polônia, em sua maioria, praticam o sacramento da confissão. Boa parte dos entrevistados, 46,5%, o fazem algumas todos os meses do ano.

Mais da metade deles, segundo a pesquisa 51,7%, revelou que se confessa algumas vezes por ano, e apenas 1,7% que se dedica a confissão apenas uma vez a confissão durante os 12 meses.

A pesquisa não se limitou a saber apenas quantas vezes as pessoas se confessam durante o ano. Para 85,9%, ocorre uma mudança espiritual após a confissão; para 53,8%, o resultado se vê no fortalecimento dos laços familiares; e 53,6% disseram que o ato ajuda no perdão.

O papel do sacerdote foi questionado e, para a maioria, 55,7%, ele aparece como testemunha da misericórdia, ou de diretor espiritual que compreende nossa vida, segundo 47,4% das pessoas. Para 34,7%, é visto como um médico espiritual. Outros 9% o consideram um juiz que dá a penitência.

O Papa Bento XVI urgiu aos fiéis do mundo a redescobrir o Sacramento da Confissão.

O Pontífice afirmou que o confessor, "com uma dócil adesão ao Magistério da Igreja se faz ministro da consoladora misericórdia de Deus, ressalta a realidade do pecado e manifesta ao mesmo tempo a ilimitada potência renovadora do amor divino , amor que restitui a vida".
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6 comentários:

Muito pouco eu sei disse...

Gostaria de comentar apenas da dificuldade que muitas vezes nos deparamos em conseguir um padre nas igrejas/paróquias para uma confissão. Aqui em Brasília, onde resido, já tive esta dificuldade. Penso que o atendimento pelos sacerdotes à confissão deve ser semelhante a de um médico em um pronto socorro.

Filho do Céu disse...

QUE DIZER...

Amo a Igreja Católica. E por amá-la odeio quando ocorre algo que a faz injustamente feia e sem atração. É a razão pela qual muitos batizados se desmotivam por perseverar na Igreja, pois ao invés de encontrarem acolhimento, solicitude e atenção, se deparam com uma lamentável indiferença. A regra não é geral, claro... E a Igreja é Santa, seus filhos é que são pecadores, contudo, é perigoso estar "In Persona Christi Capitis" (CIC §1548) quando age de maneira que, com certeza, Cristo jamais agiria.
Aconteceu comigo e fiquei bastante chocado, porém, as bases da minha fé não foram abaladas, pois estão fundadas na "rocha"; apenas testemunhei um dos vários porquês dos batizados desanimarem da Igreja Católica:
Fui buscar uma confissão muito urgente num dia de Domingo pela manhã, pois eu não queria ficar sem a Eucaristia da Missa da noite. Estava no centro da cidade e me dirigi à Igreja mais próxima, na esperança de encontrar um bendito e piedoso Padre e concretizar a minha urgente confissão. Chegando à Igreja, estava acontecendo o Batismo de várias crianças e lá estava um Padre, administrando agradavelmente o rito batismal. Pensei: "Eis aí a minha chance... Graças a Deus vou me confessar". Aguardei, então, o Batismo terminar. Ao final do Batismo todos já estavam indo embora e, neste instante, aproximei-me do Padre e manifestei o meu desejo de me confessar naquele momento. Ele já me olhou com uma certa seriedade, diferente da agradabilidade que aparentava durante o Batismo e disse: "Mas hoje???..." (mostrou-se contrariado). De repente ele falou: "Me aguarde só um pouquinho". Sentei-me num dos bancos da Igreja perturbado pela má recepção e frustrado pela pessoa do Padre. Ele retornou sem os paramentos e me levou até a um "cantinho" da Igreja para atender a minha urgente, mas já perturbada confissão e ainda nós dois de pé. Nem sei se ele realizou o perdão direito, pois foi tudo muito rápido. Pelo menos consegui entender a parte que diz: "Eu te perdôo...".
O que digo de tudo isso:
Penso que Jesus jamais diria: "Mas hoje???...", como se houvesse dia e hora para confessar. Como o inferno não pára, o Céu também não pode parar. Jesus com certeza diria: "Que bom, meu filho... Veio se reconciliar com Deus. É isso mesmo!". Seria acolhedor e solícito. Será que o Padre não compreende a importância imensurável do Sacramento da Confissão e Reconciliação? Será que o Padre não percebe que, quem busca a confissão tem a urgência do perdão e da reconciliação para que esteja em plena comunhão com a Igreja? Que o pecado não tem data nem hora marcada? Que o Padre é para servir, não para ser servido? A minha urgente confissão em busca da Sagrada Eucaristia não tomou do Padre sequer um minuto do seu preciosíssimo tempo. Me pareceu que o desejo de me confessar, naquele instante, foi "inconveniente"; não era dia nem hora. Jesus, então, por certo me diria: "Olha, meu filho, está na hora do meu almoço, fica para a próxima, ok???... Que absurdo!!! Salvar almas é um processo ininterrupto. Entendo perfeitamente que o Padre tem que comer, dormir, descansar, etc, porém, desde que não rejeite qualquer intercessão sua que seja solicitada, pois é algo que Jesus jamais faria. É por essas e outras que muitos batizados tomam antipatia da Igreja Católica, pois os próprios Padres deixam muito a desejar através dos seus maus exemplos. Eu sou católico, 100% fiel à Igreja, à Doutrina, ao Papa, a minha base é a "rocha", é "Pedro", mas, e quanto aos outros que tem o catolicismo fraco e ainda afugentados pelos filhos da própria Igreja? Que dizer...

Filho do Céu disse...

CONFISSÃO

Jesus instituiu o sacramento da Penitência e da Reconciliação. Ora, instituiu-o porque é necessário que se peça perdão pelos pecados cometidos, sejam eles mortais ou veniais. A absolvição ocorre através deste sacramento, pelo qual tornamo-nos "regular" com Deus e com a Igreja. Se fôssemos perdoados apenas "dialogando" com Deus, orando, de coração arrependido, ficaria tudo resolvido e... Confissão pra quê?... Mas Deus não quer assim. Deus quer que façamos as coisas "direitinho": pecamos, vamos confessar... É para isso que existe o sacramento da Confissão. Do contrário, para quê serve?
É um grande equívico imaginar que Deus perdoa sem que busquemos o sacramento da Confissão. Este comportamento pode até implicar numa espécie de rejeição à ordem de Jesus, isto é, "pecou, então confesse para que eu possa te perdoar, senão... Que fazer?". Não nos foi permitido "perdão sem confissão", especialmente e principalmente quando se trata de "pecados mortais", pois, os pecados veniais Deus ainda pode escutá-los e perdoá-los na intimidade do nosso arrependimento, sintonia e harmonia com Ele, por sua infinita Bondade e Misericórdia.
Se pecou e não sabe que é pecado, tudo bem, Deus releva. Mas a partir do instante que "descobre" que é pecado, penso que como um bom e obediente filho de Deus, como um legítimo cristão católico, deve sim pedir desculpas a Deus; arrepender-se amargamente e, com toda a "humildade" do mundo, com toda a "coragem" que só Jesus pode dar, dirigir-se a um sacerdote e "lavar a alma". Deus ama muito mais aquele que se importa com a "brancura" da própria alma, sem manchas, por meio do sacramento da Penitência e da Reconciliação, da forma como Ele sempre quis: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 23).

Kassynha disse...

Sr Reggis Negrelli,
Ressalto a importância do seu trabalho e devoção, embora não tenha estado atenta as comunicações enviadas, por motivo de força maior.Breve solicitarei o livro da Divina Misericórdia quando efetuarei também a doação!

A paz em Jesus
Rita de Cassya

Anônimo disse...

Olá, meu nome é Paula e sobre a confissão eu queria dizer algumas coisas. Tenho 38 anos e sempre fui católica. Meus pais me educaram assim, graças a Deus. Mas ainda me recordo do tempo em que me confessava poucas vezes durante o ano. Só quando conheci o Renovamento Carismático mudei a minha maneira de ser e agir. Comecei a frequentar a confissão mais regularmente e ultimamente tento fazê-lo mensalmente. Às vezes deparo-me com algumas dificuldades porque existe sempre um horário para as confissões de modo que de Sexta-feira a Segunda-feira seguinte não podemos cometer pecados pois aqui perto não tenho Padres disponíveis para me confessar.
Também já aconteceu ser atendida por um sacerdote sem Dom para a confissão mas quando isso acontece e eu não fico satisfeita procuro outro sacerdote para me confessar.
Recentemente fui aconselhada a fazer uma CONFISSÃO DA VIDA com um determinado Sacerdote só posso dizer o seguinte: PRECISAMOS DE MAIS PADRES COMO ESTE. A nossa vida é toda posta à nossa frente e somos transportados para a nossa infância, juventude, casamento... somos alertados para pecados que cometemos sem nos apercebermos até que eram pecados...
É verdade que uma confissão assim demora muito tempo e hoje em dia niguém tem tempo para gastar com as coisas de Deus.
Muitos dos Sacerdotes vivem aterefados com tantas coisas que se esquecem do essencial: Salvar almas, levá-las até Deus através de uma boa confissão.

Filho do Céu disse...

A paz...
Como leigo, batizado e crismado, autorizado pelo Concílio Vaticano II, em nome de Cristo Jesus, penso o seguinte: o Padre deve continuamente conformar-se a Jesus, visto que ele O representa. Acho contraditório o Padre agir de uma forma oposta a de Jesus, ou seja, diferente daquela maneira à qual a gente bem sabe como Jesus agiria. Fica aí uma frustração e uma "interrogação". A confissão é um momento de humilhação e de arrependimento da parte do pecador; é um momento de acolhimento, consolo e libertação da parte daquele que recebeu o poder de perdoar pecados. Se neste instante frágil da vida do cristão, receber do sacerdote um "chega pra lá, não vem não!", em que pé fica a situação? É inconcebível. A amiga Paula tem toda razão. Precisamos de Padres com o dom da confissão e, às vezes aparecem alguns, contudo, infelizmente, não são todos. Falta também, na maioria deles, "entusiasmo", "fervor sacerdotal". Como diz o nosso querido Monsenhor Jonas Abib: "Reinflama o carisma!". Deus abençoe a todos!