quarta-feira, 8 de abril de 2009

Semana Santa - Paixão e Morte de Cristo

A Semana Santa é a comemoração especial que consiste em meditar a respeito da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Torna-se, também, um excelente meio para, entre outras coisas, diminuir a criminalidade, e para tentar obter as graças necessárias a fim de livrar nosso país de castigos de Deus, anunciados por Nossa Senhora de Fátima.

O que tem a ver a Paixão e Morte de Cristo com a criminalidade?

Toda vez que você pensa na Paixão e Morte de nosso Salvador, você está atraindo, da parte do Criador, as graças e bênçãos necessárias para você, sua família e todo o nosso país.

A vidente de Fátima, Jacinta, hoje beatificada, dizia: “Os homens perdem-se porque não pensam na morte de Nosso Senhor e não fazem penitência”.

Uma parte pouco lembrada da Sagrada Paixão é a agonia de Jesus. A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo começou com Sua impressionante agonia, no Monte das Oliveiras, numa gruta que, desde então, foi chamada “Gruta da Agonia”.

Primeiramente, Nosso Senhor viu passar, diante de Seus olhos, instrumentos de suplício: cordas, flagelos, cravos, espinhos... a Cruz! Verdugos proferindo zombarias e blasfêmias, e um povo em delírio a oprimi-Lo com injúrias sem nome.

Foi tão espantoso o sofrimento experimentado por Ele, que caiu de joelhos, com o rosto em terra, e exclamou: “Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, Não se faça a Minha vontade, mas a Vossa”.

Deus, porém, queria que ele bebesse o cálice até o fim, e por isso, nenhuma voz do céu respondeu à sua queixa. Aterrado e trêmulo, levantou-se e arrastou-se para onde estavam os três apóstolos que o tinham acompanhado, para buscar neles qualquer consolação, mas eles estavam prostrados e sonolentos com a tristeza.

Queixou-se Ele daquele abandono, e dirigindo-se, mais em especial, a Pedro lhe disse: “Tu dormes, Simão. Como? Não pudeste velar uma hora comigo? Vigiai e orai para não cair em tentação”.

Voltou à gruta, pela segunda vez, e respareceu-lhe a visão ainda mais aterradora. Ele, o Santo dos santos, viu-se coberto com uma montanha de pecados.

Todas as abominações e todos os crimes, desde o pecado de Adão, até o último pecado que será cometido pelo último dos homens, se levantaram diante de Nosso Senhor, e se lhe aderiram, como se de todos tivesse sido Ele o culpado.

E bradou-Lhe uma voz: “Olha para todas essas monstruosidades. Compete e Ti expiá-las, com sofrimentos proporcionados ao número e à enormidade dos atentados cometidos contra Deus”.

Voltou Ele outra vez aos Apóstolos, na esperança de encontrar junto deles algum conforto para sua alma exausta. Mas eles estavam com os olhos pesados de sono, e de tal modo se sentiam oprimidos por uma tristeza esmagadora, que não encontraram uma só palavra para Lhe responder.

Entrou pela terceira vez na gruta, para ali sofrer uma agonia mortal. Coberto com todos os pecados dos homens, e sofrendo tormentos inauditos no Seu corpo e na Sua alma, viu milhões e milhões de pecadores, por Ele resgatados, que o perseguiam com seus desprezos e ódios ferozes, através de todos os séculos.

Viu-os perseguirem a Igreja; calcarem aos pés a hóstia Sagrada; partirem a cruz; blasfemarem contra Sua divindade; decapitarem-Lhe os filhos, e trabalharem com todas as forças para mergulhar no inferno as almas pelas quais Ele estava sofrendo atrozmente!

À vista de tão monstruosa ingratidão, caiu Jesus como que aniquilado. Seu corpo estava banhado de suor. De um suor de sangue. E gotas desse sangue lhe saiam de todos os poros, corriam-lhe pelas faces, e caiam na terra.

Ia, inevitavelmente, seguir-se à morte àquela espantosa angústia, mas, então, baixou um anjo do céu para consolá-lo e fortalecê-lo, pois ainda devia realizar-se o resto da Paixão.

Todos os pecados do mundo, todos os crimes praticados pelos homens, passaram diante de Nosso Senhor durante a Sua agonia. Estamos recordando apenas a agonia.

Depois veio a seqüência de todos os sofrimentos suportados pelo redentor, até o fim de Sua Paixão: a prisão, os maus tratos, as injúrias, as blasfêmias, os açoites, a coroa de espinhos, a suprema ingratidão do povo escolhendo Barrabás, o carregamento da Cruz até o ápice do sofrimento: a crucifixão.

Meditar sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é algo que, sem dúvida, produz o efeito de minorar os males do mundo.

A Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo foi o maior crime de toda a história da humanidade.

Portanto, pensar nesse crime, lamentá-lo, acompanhar Nosso Senhor durante a Paixão, participar de Seus sofrimentos constitui, também, uma súplica, para que Ele, vendo nosso desejo de desagravá-Lo, de aliviá-Lo nas Suas dores, tenha também compaixão de Nós, e do nosso Brasil. E nos conceda ainda mais Graças, para nos livrar dos horrores que assolam nosso País.

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Leia também o Ato de Reparação ao Coração Sacratíssimo de Jesus.
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