segunda-feira, 18 de maio de 2009

Primeira Comunhão

Em geral, tudo aquilo que se faz pela primeira vez é lembrado sempre, principalmente quando se trata de um acontecimento de suma importância. Por isso, nossa Primeira Comunhão fica gravada de forma indelével em nossa memória.

Abaixo, um relato ocorrido entre o grande Papa São Pio X e um menino de 4 anos.

O Papa São Pio X desejava que se levasse as crianças a receber Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia antes que a sombra do mal os tocasse.

Em 10 de agosto de 1910, ele lançou um decreto obrigando os padres do mundo a ministrar a Sagrada Comunhão às crianças, desde que estas sejam capazes de distinguir a eucaristia de um alimento comum.

Mas, antes de assinar o famoso documento, São Paio X suplicava à Providência que o iluminasse. “Senhor”, repetia ele, “dizei-me o que devo fazer”.

Eis que, certo dia, lhe comunicam que uma senhora inglesa, acompanhada de seu filho de quatro anos solicitara uma audiência. São Pio X os atende.

No meio da conversa, o menino se aproxima, e coloca sua mão sobre o joelho do Papa. Fato que rompia todo tipo de protocolo. A mãe, espantada, exclama o nome do filho apressando em o corrigir.

Deixe-o, diz o Papa, e com aquele olhar de bondade que caracterizava o grande Papa Santo, fala para o menino:
Meu filho, tu tens alguma coisa em teu coração, eu sei. Diga-me o que é.

O menino diz: Padre, quando poderei fazer minha Primeira Comunhão?

São Paio X fecha os olhos, e lembra que, quando ele era menino, tinha feito a mesma pergunta a seu vigário, e este tinha-lhe respondido: “Tu é muito jovem ainda. Mas queres ser sacerdote e, quem sabe, um dia serás Papa. Poderás fazer muitas mudanças.

O menino olha estranhado para São Pio X, que está de olhos fechados. “Dormis, Santo Padre”, lhe pergunta, com grande espanto da mãe.

”Não, não durmo”, diz o Papa.
E pergunta à criança: “A quem você receberá na Santa Comunhão?”
“Jesus Cristo”,
responde o menino.
”E quem é Jesus Cristo?”

”Jesus Cristo é o filho de Deus.”


Senhora, diz São Pio X, traga-me o menino amanhã, às 6h da manhã. Eu mesmo lhe darei a Primeira Comunhão na minha capela privada. E, olhando para o menino, diz: “Meu filho, tu não esperarás nem um dia mais”

E, no dia seguinte, bem cedo, o menino e 4 anos recebeu a Primeira Comunhão das mãos do Papa São Pio X.

Claro que esse foi um fato excepcional. A Igreja põe muito cuidado para que aquele que vai fazer a Primeira Comunhão se prepare adequadamente, e chegue a esse grandioso dia sabendo bem o que vai fazer, a Quem vai receber.

Nesse caso específico, tudo indica que o Papa Santo recebeu uma inspiração do Céu, por isso viu que aquele menino tinha verdadeiro amor a Deus, verdadeiro desejo de receber a Sagrada Comunhão. Viu que ele estava preparado para receber Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.

Nosso Senhor Jesus Cristo entrou no coração dessa criança. Quantos anjos terão acompanhado o sono desse menino naquela noite. Quantos anjos terão assistido o momento em que ele recebeu a Primeira Comunhão das mãos do Papa.

Poucos são os que tiveram a graça de receber a Sagrada Comunhão das mãos de um Papa. Mas não é necessária uma situação especial como essa para fazer uma Comunhão bem feita.

O mais importante é estarmos com a alma digna para receber o Deus do Universo, que não estejamos em estado de pecado grave e tenhamos nos confessado regularmente. O mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo que essa criança recebeu, recebemos nós também. Em nossa Primeira Comunhão, e em cada uma das comunhões que fazemos.

É verdade de fé que, na hóstia consagrada, está o corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sim, Ele mesmo. Do jeito que andava nesta terra, pregava e convivia com os Apóstolos.

Recebemos Nosso Senhor no momento em que nós queremos

Santo Inácio de Loyola diz que, no Sacrário, Nosso Senhor está à espera de que nós Lhe peçamos para recebê-Lo. Então, você entra na igreja, se aproxima para comungar e, no momento em que você recebe Nosso Senhor, Ele fala à sua alma e lhe diz:

“Meu filho, Eu o estava esperando. Quero entrar em seu coração. Quero mostrar-lhe que Eu lhe quero bem. Que desejo lhe conceder favores e graças. Que estou disposto a perdoa-lo, a consola-lo, a protege-lo”. Nosso Senhor quer tanto que nós O recebamos, que consente em vir a nós no momento em que nós queremos.

Lembremos que, em Fátima, Nossa Senhora, antes de Ela Mesma aparecer pessoalmente aos três pastorinhos, enviou-lhes o Anjo de Portugal, que lhes ministrou a Sagrada Comunhão.


O importante é receber a Deus

Em cada uma de nossas Comunhões, recebemos o Mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo recebido pelo menino de quatro anos.

Muito mais importante que a circunstância em recebemos a comunhão, é que, ao comungarmos, recebemos Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, que na hóstia consagrada está com seu corpo, sangue, alma e divindade.

Uma vez que é tão maravilhoso, tão benfazejo comungarmos, o resultado lógico é que deveríamos comungar com freqüência. Mas é preciso fazer uma consideração muito importante.

É preciso estar realmente em condições de comungar. Preparados para comungar. E isso significa estarmos limpos de pecados graves que, por desgraça, tenhamos cometido.

Comungar seguido, sim. Mas isso não significa comungar de qualquer jeito. É preciso lembrar que comungar em pecado mortal é um horrível sacrilégio.

A pessoa que está em pecado mortal deve fazer antes uma boa confissão, para obter o perdão de seus pecados e, aí sim, poder comungar.

7 comentários:

Deusdedit disse...

Muito impressionante este fato de S.Pio X. A êle devo também o fato de ter feito minha 1a. Comunhão com seis anos de idade, quando à época só se podia fazer aos sete anos.
Minhas catequistas intercederam para que o vigário consentisse, mas êle argumento: Se o menino souber o catecismo todo, poderá fazer a 1a. Comunhão.
Ao ser sabatinado pelo vigário, respondi a todas as perguntas do 1o.Catecismo da Doutrina Cristã, e assim pude receber pela primeira vez Jesus com seu corpo, sangue, alma e divindade.
Obrigado! S.Pio X e intercedeis por todas as crianças...

eulinha10 disse...

Me emocionei muito com essa história.Pois meu filho tem 8 anos e estou querendo colocá-lo para fazer a catequese,mas a idade não permite na minha paróquia.Mas percebi que o que importa é estar preparado e saber Quem ele vai receber e não a idade.

Val disse...

Que maravilha tá acontecendo na minha vida! Depois que comecei receber informações através da Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, muitas coisas boas têm acontecido comigo e fiquei conhecendo coisas maravilhosas como o que aconteceu com essa criança de 4 anos.Que bençãos! Obrigada JESUS.Eu TE amo!

carmem disse...

Sou Carmem: no ano passado uma das vezes que fui a igreja na hora da comunhão senti uma enorme vontade, uma incontrolável vontade de receber Jesus Cristo, ali naquele momento me pus a chorar mas como eu chorava e um dos meus filhos perguntou porque você chora tanto mamãe? e eu nem pude respondê-lo de tanto que chorava depois que tudo passou eu respondi porque não pude comungar e ele, porque não? já não mim confesso alguns meses. Más essa criança de apenas 4 anos foi tão digno de DEUS que ele concebeu corpo,sangue,alma e divindade, ele chorou mas de alegria por ter recebido JESUS CRISTO naquele momento. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Sheyla disse...

"É preciso estar realmente em condições de comungar. Preparados para comungar. E isso significa estarmos limpos de pecados graves que, por desgraça, tenhamos cometido.

Comungar seguido, sim. Mas isso não significa comungar de qualquer jeito. É preciso lembrar que comungar em pecado mortal é um horrível sacrilégio.

A pessoa que está em pecado mortal deve fazer antes uma boa confissão, para obter o perdão de seus pecados e, aí sim, poder comungar."

Diante desses parágrafos, o que se pode dizer do pecado de ter casado pela primeira vez com um homem divorciado e que já tinha sido casado do religioso?
Exatamente no último parágrafo diz: "A pessoa que está em PECADO MORTAL deve FAZER antes uma boa CONFISSÃO, para OBTER O PERDÃO de seus pecados e, aí sim, PODER COMUNGAR." Mas nesse caso que mencionei, por mais que se confesse, jamais se poderá comungar; então esse pecado é mais do que mortal? Sinceramente, ou respeito, mas é muito difícil de entender. Eu gostaria muito de uma resposta.

www.asc.org.br disse...

Sheila,

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para responder o seu caso por gentileza nos envie um e-mail para asc@asc.org.br que atenderemos com muito gosto.

Atenciosamente,

ASC
asc@asc.org.br

Isabel disse...

Alegra-me os artigos do apostalado, alegra-me ao ver que várias pessoas são tocadas por eles. Fiquei feliz por você Val e por você também Sheila!!
Que o Sagrado Coração de Jesus abençoe a todos nós!