sábado, 12 de janeiro de 2008

Um absurdo que indica para onde caminham as coisas

O Globo on line, quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Inglesa perde batalha em tribunal por uso de crucifixo no trabalho
Efe

Nadia Eweida, de 56 anos, que trabalhava no aeroporto londrino de Heathrow, processou a British Airways por discriminação depois que seus chefes lhe disseram que não podia continuar usando a corrente com o crucifixo porque violava o regulamento sobre uniformes da companhia aérea.

Agora, um tribunal de Reading, no condado inglês de Berikshire, tomou uma decisão contra ela. O tribunal chegou à conclusão de que a funcionária não podia se queixar de discriminação por religião e crença porque tinha sido aplicado a ela o mesmo tratamento que ao resto do pessoal.

Seu caso deu lugar a uma forte polêmica no Reino Unido e algumas pessoas ameaçaram boicotar a companhia enquanto vários clérigos e políticos criticaram a decisão da British Airways.
A BA modificou finalmente o regulamento no ano passado de modo que agora permite a seu pessoal portar símbolos religiosos.

Antes dessa mudança de política e visto que Eweida persistia em sua recusa de tirar o crucifixo, a companhia lhe ofereceu um novo posto de trabalho onde não teria que usar uniforme, o que a permitiria continuar exibindo o símbolo cristão. Eweida rejeitou a proposta e decidiu entrar na justiça após desprezar uma oferta de 8.500 libras da BA para resolver a questão fora dos tribunais.

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