terça-feira, 30 de junho de 2009

As Obras de Misericórdia – II

Como vimos no post anterior, as obras de misericórdia são 14.

Sete corporais e sete espirituais.

Já tratamos das corporais. Veremos agora as obras de misericórdia espirituais.


1a - “Dar bom conselho”.

Quantas vezes já praticamos, em nossa vida, este ato! Às vezes, damos um bom conselho espontaneamente. Outras vezes, é alguém que nos pede um conselho. Nós mesmos temos sentido a necessidade de pedir um conselho.

A Igreja coloca o ato de aconselhar entre as obras de misericórdia espirituais. Mas, bem entendido, deve-se dar um bom conselho, com reta consciência, de acordo com a verdade, e de acordo com a autêntica doutrina católica. Jamais se pode aconselhar um aborto, por exemplo.


2a - “Ensinar os ignorantes”.

Ensinar é um ato que forma parte de nosso dia-a-dia. Mandar nossos filhos à escola, explicar para alguém uma coisa que não está entendendo, indicar como se chega a algum lugar...

Ensinar a fazer o bem, ensinar a diferença entre o certo do errado, ensinar a rezar o Rosário ou o Terço, ensinar o catecismo são obras de misericórdia espirituais.

3a - “Castigar os que erram”.

Corrigir alguém que erra é um ato de misericórdia que leva a pessoa a não cometer o mesmo erro novamente. Quem é pai ou mãe sabe como o castigo é salutar para educar bem os filhos. Corrigir os filhos que erram é um ato de misericórdia inestimável para conduzir suas vidas na virtude e livrá-los da corrupção dos costumes.


4a - “Consolar os aflitos”.

Esse ato quase que forma parte, também, de nosso dia-a-dia. É o dinheiro que não dá, é um emprego que não se consegue, é um filho que está doente... A lista de problemas que aflige nosso próximo é imensa.

Nesses momentos é bom, é recomendável, oferecer uma palavra de conforto, de esperança, de encorajamento a quem está aflito. Jamais se deve levar alguém ao desespero, nem frustrar a esperança de uma solução próxima.


5a – “Perdoar as injúrias”

Quando alguém nos ofende, o que devemos fazer? “Perdoar as injúrias.

Esse ato de misericórdia pode ser difícil de praticar, não é? Lá vem nosso amor próprio, nossa vaidade ferida, nosso desejo de vingança.

Mas, Nosso Senhor nos ensinou a perdoar. Nossa Senhora nos ensina continuamente a perdoar. Se buscamos o perdão de Deus, então por que não perdoar também os que nos ofendem?

O esforço que faremos, perdoando uma injúria, será levado em conta por Deus para aumentar nossos méritos. Nosso perdão sempre faz bem a nós mesmos, e nos aproxima mais dos exemplos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora.


6a - “Sofrer com paciência as fraquezas do próximo”.

Todos nós temos fraquezas. E, se os demais suportam as nossas, nós devemos, também, ter paciência com as dos outros.

Pensemos que nosso próximo pode estar se esforçando para melhorar, e, a paciência com ele, é um modo de ajudá-lo a superar suas fraquezas.


7a - “Rogar a Deus pelos vivos e defuntos”.

Aquele bem que nós não podemos fazer diretamente às pessoas, pedimos através da oração que Deus o faça. E um excelente meio de praticar essa obra de misericórdia é, por exemplo, recitar com confiança Terço da Divina Misericórdia.

* * *

Acabamos de considerar uma série de obras de misericórdia, cuja prática se nos apresenta com freqüência.

Pode ser que várias delas já as pratiquemos diariamente.

Mas, o bem que podemos fazer será ainda maior se o fizermos conscientemente por a Deus. Lembremo-nos sempre de que Nosso Senhor e Nossa Senhora nos retribuem generosamente todo bem que praticamos.
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(divulgue essa matéria entre seus amigos católicos para que eles também conheçam as Obras de Misericórdia)
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Conheça a imagem de Jesus Misericordioso que Santa Faustina Kowalska mandou pintar.
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