domingo, 20 de janeiro de 2008

20 de Janeiro - São Sebastião, Soldado e Herói da Fé

Sebastião, soldado e herói da fé

O jovem Sebastião, de Milão, foi condecorado pelo imperador Dioclesiano, em Roma, com o grau de capitão de uma das companhias da sua guarda imperial.

No entanto, ao saber que se convertera ao Cristo, o imperador o obrigou a abdicar de sua fé, exigindo que oferecesse incenso aos ídolos.

Fiel ao seu novo Senhor, Sebastião prefere morrer a traí-lo.

Diocleciano, então, o entrega aos executores da sentença: amarrá-lo em um tronco para flechá-lo até a morte.

Uma cristã, de nome Irene, o recolhe semimorto, levando-o para sua casa onde lhe pensa as feridas. Recuperado, retorna ao imperador para reafirmar sua fidelidade a Cristo. Diocleciano, cheio de cólera, o condena à morte por espancamento. Morto a pauladas, outra cristã, de nome Luciana, recolhe o corpo do herói da fé e o sepulta, com a veneração devida aos mártires, nas catacumbas, que haveriam de ser conhecidas pelo nome dele.

Conduzido à presença do soberano terreno, despido de suas insígnias, mas revestido com as armaduras para o mais belo dos combates, deu o pleno testemunho do senhorio divino (Mt 10,18) sem se preocupar como ou o que devia falar (Mt 10,18-19). O Espírito Santo falou pela boca de Sebastião (Mt 10,20). Reconhecidamente, dele nos afirma o bispo Santo Ambrósio em Roma – onde por causa da fé viva ferviam duras perseguições – ali sofreu, quer dizer, ali foi coroado (Da exposição sobre o salmo 118, cf. Liturgia das Horas, dia 20 de janeiro).

Sebastião continua a falar-nos pela sua vida e pela sua morte. Como Padroeiro da Igreja, que habita a cidade do Rio de Janeiro, está à sua frente, bradando o seu testemunho de fidelidade a Jesus Cristo até a morte.

Na alegria da festa do Padroeiro do Rio de Janeiro, repetiremos na singeleza da fé: São Sebastião, rogai por nós!

(texto original e integral em: Arquidiocese do Rio de Janeiro)

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